PF realiza operação contra grupo suspeito de furtar e vender dendê ilegalmente no Pará

Operação cumpre 9 prisões e 26 mandados de busca e apreensão em quatro cidades do Pará e em Indaiatuba (SP)

Publicado em 17 de setembro de 2026 às 10:00

PF realiza operação contra grupo suspeito de furtar e vender dendê ilegalmente no Pará
PF realiza operação contra grupo suspeito de furtar e vender dendê ilegalmente no Pará Crédito: Ascom PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) uma operação contra um grupo suspeito de furtar, receber e comercializar ilegalmente frutos de dendê no Pará. A investigação também apura crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

A Operação Termidor cumpre 9 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas em Belém, Ananindeua, Castanhal e Tomé-Açu, no Pará, e em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

A ação é realizada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal. Os mandados foram autorizados pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal no Pará.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 153 milhões em bens e valores dos investigados. Também foi determinada a suspensão das atividades de 11 empresas que estão sob investigação.

De acordo com a Polícia Federal, grupos empresariais investigados movimentaram cerca de R$ 1 bilhão nos últimos quatro anos. A suspeita é de que recursos de origem lícita e ilícita tenham sido misturados nas operações comerciais relacionadas à cadeia do dendê.

As investigações começaram após conflitos envolvendo a produção de dendê em municípios como Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Acará, Moju e Tailândia.

Segundo a PF, foram identificados indícios da existência de uma estrutura criminosa armada envolvida no furto dos frutos, na receptação e na venda irregular da produção.

A investigação também apura a possível participação de servidores públicos e de integrantes de grupos criminosos no esquema.

Os investigadores encontraram ainda indícios de irregularidades fiscais e de lavagem de dinheiro. Entre as suspeitas está a utilização de terceiros para manter bens e patrimônios ligados aos investigados.

Documentos e equipamentos recolhidos durante a operação serão analisados pela PF. O material deverá ser cruzado com informações fiscais e bancárias para identificar novas movimentações e esclarecer a participação dos investigados.