Publicado em 12 de junho de 2026 às 10:33
A redução da pobreza registrada nas regiões metropolitanas brasileiras também reflete a realidade da Grande Belém. Segundo o boletim Desigualdade nas Metrópoles, elaborado pelo Observatório das Metrópoles, RedODSAL e PUC-RS, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza no país entre 2021 e 2025.>
O levantamento mostra que a taxa de pobreza nas 22 principais regiões metropolitanas do Brasil caiu para 18,4% em 2025, o menor índice da série histórica iniciada em 2012. De acordo com os pesquisadores, o resultado está diretamente ligado ao aumento da renda do trabalho e à ampliação das oportunidades de emprego.>
A pesquisa inclui a Região Metropolitana de Belém entre as áreas analisadas. Apesar da melhora nos indicadores sociais, os especialistas alertam que a desigualdade de renda continua elevada, especialmente nas metrópoles das regiões Norte e Nordeste.>
Em todo o conjunto das regiões pesquisadas, a renda média domiciliar per capita atingiu recorde histórico de R$ 2.766 em 2025. No entanto, a diferença entre ricos e pobres permanece expressiva: os 10% mais ricos receberam, em média, 16,1 vezes mais do que os 40% mais pobres.>
O economista Marcelo Ribeiro, pesquisador do Observatório das Metrópoles, destaca que o avanço da renda dos trabalhadores ajudou a reduzir a pobreza, mas não foi suficiente para diminuir as desigualdades estruturais. Segundo ele, os grupos de maior renda continuam sendo beneficiados pelos salários mais altos e pelos ganhos obtidos com aplicações financeiras.>
O estudo também aponta que as regiões metropolitanas do Norte e Nordeste concentram proporcionalmente mais pessoas em situação de pobreza do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, reforçando os desafios sociais enfrentados por cidades como Belém.>