Policial civil é afastado após disparos em boate no interior do Pará

Decisão da Justiça inclui retirada da função e apreensão da arma após caso em Jacareacanga

Publicado em 27 de abril de 2026 às 15:21

Decisão da Justiça inclui retirada da função e apreensão da arma após caso em Jacareacanga
Decisão da Justiça inclui retirada da função e apreensão da arma após caso em Jacareacanga Crédito: Divulgção 

No dia 22 de abril de 2026, a Justiça do Pará determinou o afastamento cautelar do investigador da Polícia Civil do Pará, Orlando Ramos, após ele ser flagrado efetuando disparos dentro de uma boate em Jacareacanga, durante uma festa com grande público.

Segundo o Ministério Público do Estado do Pará, o caso ocorreu no dia 11 de abril, no Clube da Helena. Imagens que circularam nas redes sociais mostram o policial realizando disparos e apontando a arma na direção de uma mulher. O vídeo foi usado como base para o pedido de medidas cautelares feito pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, ligado ao MP.

A decisão da Vara Única de Jacareacanga determina que o investigador fique impedido de exercer suas funções durante o período de afastamento. Também foi ordenada a apreensão da arma funcional e a proibição de contato ou aproximação com vítimas, testemunhas e denunciantes.

De acordo com o Ministério Público, o policial já responde a processos em outras cidades do estado. Em Rurópolis, ele é investigado por violência arbitrária. Já em Itaituba, há outro processo que envolve lesão corporal qualificada e outros crimes.

O MP também apura a possível participação de outros agentes de segurança em um suposto esquema criminoso que pode envolver práticas como concussão e fraude processual.