Desmatamento na Amazônia cai no início de 2026, mas alta em março acende alerta

Entre os estados mais afetados estão Pará (425 km²), Mato Grosso (270 km²) e Roraima, único com aumento, registrando alta de 21%

Publicado em 27 de abril de 2026 às 16:02

Entre os estados mais afetados estão Pará (425 km²), Mato Grosso (270 km²) e Roraima, único com aumento, registrando alta de 21%
Entre os estados mais afetados estão Pará (425 km²), Mato Grosso (270 km²) e Roraima, único com aumento, registrando alta de 21% Crédito: Agência Brasil

O desmatamento na Amazônia caiu 17% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Entre janeiro e março, foram derrubados 348 km² de floresta, contra 419 km² no mesmo período do ano passado.

No acumulado do calendário de monitoramento, que vai de agosto de 2025 a março de 2026, a redução é ainda maior: 36%, com a área desmatada passando de 2.296 km² para 1.460 km². É o menor índice para o período desde 2017.

Apesar do resultado positivo, março trouxe um sinal de alerta. Só no mês, o desmatamento chegou a 196 km², alta de 17% em relação a março de 2025. Para pesquisadores, o aumento pontual indica a necessidade de reforçar fiscalização e combater a derrubada ilegal.

Entre os estados mais afetados estão Pará (425 km²), Mato Grosso (270 km²) e Roraima, único com aumento, registrando alta de 21%. Já entre os municípios, Caracaraí (RR) lidera o ranking, seguido por cidades do Acre, Mato Grosso e Pará, como São Félix do Xingu.

Outro destaque é a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, que concentrou a maior área desmatada entre unidades de conservação no período.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, que usa imagens de satélite para monitorar a floresta e identificar áreas devastadas com mais precisão que outros sistemas.

Com informações do G1