Ponto de venda de açaí é interditado em Outeiro após fiscalização da Vigilância Sanitária

Durante a operação, foram fiscalizados 12 estabelecimentos.

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 20:43

Doença de chagas é transmitida pelas fezes do barbeiro que podem estar presentes no açaí que não foi processado dentro dos padrões higiênicos sanitários.
Doença de chagas é transmitida pelas fezes do barbeiro que podem estar presentes no açaí que não foi processado dentro dos padrões higiênicos sanitários. Crédito: Roma News / Arquivo Publicado

A Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) realizou, nesta quinta-feira (12), uma vistoria nos pontos de venda de açaí no Distrito de Outeiro. A ação integra o plano de fiscalização da Divisão de Vigilância Sanitária de Alimentos e tem como foco a orientação e regularização sanitária dos pontos artesanais de produção e venda do fruto.

Segundo a Sesma, a fiscalização foi organizada a partir do mapeamento feito pelo aplicativo Açaí no Ponto, que permitiu identificar os batedores ativos na região e estruturar o roteiro de visitas nas principais vias do distrito.

Durante a operação, foram fiscalizados 12 estabelecimentos, um deles foi interditado devido a condições estruturais insatisfatórias e falhas graves de higiene. Além disso, 12 notificações foram emitidas para regularização do licenciamento sanitário, e 10 termos de intimação foram lavrados para adequações específicas.

Nos demais pontos vistoriados, não foram identificadas irregularidades graves. Os batedores se mostraram receptivos às orientações técnicas repassadas pelas equipes.

A presença da Vigilância Sanitária também foi bem recebida pela comunidade. Durante a ação, consumidores solicitaram que as equipes visitassem outros estabelecimentos da área, demonstrando o interesse da população por mais segurança na hora de consumir o açaí.

Durante as fiscalizações, as equipes avaliam critérios essenciais para a segurança alimentar, como Licenciamento sanitário dos pontos de venda; Condições estruturais dos estabelecimentos; Higienização de ambientes, equipamentos e utensílios; Procedência do fruto; Etapas corretas de lavagem e branqueamento do açaí; Armazenamento adequado; Controle de pragas e vetores; Uso de equipamentos de proteção individual (EPIs); e Manipulação segura do produto pronto para consumo.

Quando necessário, são adotadas medidas administrativas como orientações técnicas, notificações, autos de infração e interdição cautelar em situações de risco à saúde pública.

Com informações da Agência Belém