Posada apresenta álbum que une ritmos amazônicos e latinos em Belém

Artista indígena se apresenta neste sábado (10), na Casa Apoena, com repertório que mistura carimbó, cumbia, reggae, dancehall e música eletrônica.

Publicado em 9 de outubro de 2026 às 08:24

Entre ritmos da Amazônia e da América Latina, artista indígena Posada apresenta show em Belém -
Entre ritmos da Amazônia e da América Latina, artista indígena Posada apresenta show em Belém - Crédito: Divulgação

A artista indígena Posada retorna a Belém neste sábado (10) para apresentar o álbum de estreia, Flecha Envenenada, durante uma edição especial do Baile Felina em homenagem ao Círio de Nazaré. O show será realizado na Casa Apoena, no bairro da Cidade Velha, e promete conectar diferentes sonoridades da Amazônia e da América Latina.

Com oito faixas, o disco reúne referências como carimbó, brega, côco, cumbia, reggae, dancehall, hip-hop e música eletrônica. A proposta reflete a trajetória da cantora, compositora, DJ e produtora musical, que transforma experiências pessoais, ancestralidade e memórias de diferentes territórios em expressão artística.

Lançado em março, Flecha Envenenada terá sua primeira apresentação em Belém no evento, que também contará com a participação da DJ e pesquisadora musical Nat/Esquema. A relação entre as artistas começou em 2024, quando dividiram uma programação musical, e se fortaleceu por meio de encontros na cena cultural.

Videoclipe resgata memórias de Belém

A apresentação ocorre após o lançamento do videoclipe de “Madrugada”, uma das faixas do álbum. Dirigido por Guima Neto, o vídeo percorre lugares ligados à juventude de Posada na capital paraense, incluindo a Matinha, São Brás, a Feira do Açaí e as margens do rio Guamá.

A produção apresenta um reencontro da artista com a cidade por meio de paisagens urbanas e ribeirinhas. A música combina elementos do reggae, dancehall, rap e música eletrônica, enquanto o clipe valoriza espaços que fazem parte das lembranças pessoais da cantora.

Outra faixa do álbum, “Tenoné”, também estabelece uma ligação com a capital paraense. A composição recupera memórias da infância da mãe da artista no bairro que dá nome à música, reforçando a relação entre identidade, família e território.

Música, ancestralidade e identidade

A trajetória de Posada é marcada pelo diálogo entre diferentes culturas e influências musicais. Com raízes familiares colombianas e vivências em diferentes regiões do Brasil, a artista utiliza a música para abordar pertencimento, memória e ancestralidade.

O conceito de Flecha Envenenada também está relacionado à proteção de territórios e histórias. A mistura de ritmos tradicionais e contemporâneos cria uma linguagem própria, aproximando referências amazônicas, latino-americanas e da música urbana.

Texto por Pedro Moraes.