Publicado em 9 de outubro de 2026 às 08:29
O Pentágono confirmou nesta quinta-feira (8) que a execução de Nidal Malik Hasan, responsável pelo ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, será transmitida ao vivo. A informação foi divulgada após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar que o procedimento seria público.>
A execução está marcada para o dia 3 de dezembro, na própria instalação militar onde ocorreu o massacre. Hasan deverá ser morto por um pelotão de fuzilamento, método autorizado pelo presidente Donald Trump, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional.>
Em entrevista à emissora conservadora Real America's Voice News, na quarta-feira (7), Hegseth afirmou que o público poderá acompanhar o procedimento. “Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja pública”, declarou o secretário.>
O Pentágono confirmou posteriormente que a transmissão será realizada pela internet, mas informou que os detalhes sobre como o público terá acesso ainda serão divulgados.>
Ataque deixou 13 mortos>
Nidal Malik Hasan era psiquiatra do Exército norte-americano quando abriu fogo contra militares e outras pessoas na base de Fort Hood, em novembro de 2009. O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos.>
Em 2013, Hasan foi condenado à morte por uma corte militar após ser considerado culpado por 13 acusações de homicídio premeditado e 32 acusações de tentativa de homicídio premeditado.>
O caso teve grande repercussão nos Estados Unidos, tanto pelo número de vítimas quanto pela natureza do ataque, ocorrido dentro de uma instalação militar.>
Execução gera questionamentos>
A decisão de transmitir a execução ao vivo provocou questionamentos sobre a exposição pública da pena de morte e os limites éticos desse tipo de procedimento. A medida também chama atenção por envolver um método de execução que não é utilizado pelas Forças Armadas norte-americanas desde a Segunda Guerra Mundial.>
Se realizada na data prevista, a execução será a primeira conduzida pelos militares dos Estados Unidos desde 1961 e a primeira por fuzilamento desde 1945.>
Apesar da programação anunciada, ainda podem surgir questionamentos judiciais capazes de adiar o procedimento. Até o momento, o Pentágono não divulgou informações completas sobre a transmissão.>
Texto por Pedro Moraes.>