Preço do feijão dispara e puxa alta da cesta básica em Belém

Produto acumula aumento de 49% no primeiro trimestre de 2026 e pressiona custo de vida das famílias paraenses

Publicado em 16 de abril de 2026 às 10:16

Preço do feijão dispara e puxa alta da cesta básica em Belém
Preço do feijão dispara e puxa alta da cesta básica em Belém Crédito: Sebastião Araújo/Embrapa

O preço do feijão registrou forte alta em Belém e se tornou o principal responsável pela elevação do custo da cesta básica no primeiro trimestre de 2026. Levantamento do DIEESE no Pará aponta que o produto acumulou aumento de 49,09% entre janeiro e março, índice muito acima da inflação no mesmo período.

De forma geral, a cesta básica dos paraenses apresentou alta de 5,12% no primeiro trimestre. Apenas no mês de março, o valor médio em Belém chegou a R$ 700,68, com reajuste de 3,94% em relação a fevereiro, marcando a terceira elevação consecutiva no ano.

Os dados mostram que o quilo do feijão saiu de R$ 5,69 em janeiro para R$ 6,75 em fevereiro, atingindo R$ 8,20 em março. O aumento somente no último mês foi de 21,48%, evidenciando a rápida escalada dos preços.

Na comparação com os últimos 12 meses, a alta do feijão chega a 48,28%, mais que o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA, o que reforça o impacto direto no orçamento das famílias, especialmente por se tratar de um item essencial na alimentação.

Entre os fatores que explicam a elevação estão a quebra de safra em regiões produtoras, redução de estoques, condições climáticas adversas e aumento nos custos de produção. Também pesam no cenário o encarecimento do transporte e da logística, influenciado pelas oscilações no preço dos combustíveis.

A tendência, segundo as análises, é de que os preços continuem pressionados no curto prazo, com possibilidade de novos reajustes nas próximas semanas, mantendo o custo da cesta básica em patamares elevados na capital paraense.