Publicado em 15 de julho de 2026 às 18:03
A repercussão do vídeo em que a influenciadora paraense Lia Mendonça, o cantor MC Daniel e os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão acompanham o preparo de uma carne de búfalo na Ilha do Marajó ganhou um novo capítulo. Após a polêmica nas redes sociais, a Prefeitura de Soure divulgou uma nota oficial afirmando que não teve qualquer vínculo, autoria ou participação na produção ou divulgação do conteúdo.>
Segundo a administração municipal, a publicação "não foi produzida, autorizada ou apoiada, direta ou indiretamente" pela gestão. A Prefeitura também explicou que sua atuação em relação à bubalinocultura se limita ao abate realizado no matadouro municipal, seguindo as normas sanitárias, sem participação na comercialização da carne ou na produção de conteúdos para as redes sociais.>
Entretanto, a nota passou a ser alvo de questionamentos após internautas resgatarem uma publicação feita durante a passagem dos influenciadores pelo município. No registro, a mãe de Lia Mendonça aparece ao lado de um assessor do prefeito de Soure agradecendo, publicamente, o apoio da Prefeitura à realização da visita e da experiência vivida pelos convidados.>
Em meio à repercussão, o Projeto Amicão, entidade de proteção animal que atua na região do Marajó, também divulgou uma nota de repúdio à exposição de imagens envolvendo a morte de animais para fins de entretenimento e engajamento nas redes sociais. A organização ressaltou que não questiona o consumo de carne ou as tradições culturais da região, mas defende que os animais sejam tratados com ética e respeito em todas as etapas.>
O vídeo continua repercutindo e dividindo opiniões. Enquanto parte do público considera que a gravação valoriza a cultura e a gastronomia marajoara, outra parcela critica a forma como o processo foi exibido nas redes sociais.>
Em um outro vídeo divulgado nas redes sócias nesta quarta-feira (15), a influenciadora Lia Mendonça pediu desculpas “a quem se sentiu ofendido” com as imagens do animal abatido e amenizou a situação afirmando que é comum no Marajó o consumo de carne de búfalo.>