Publicado em 15 de julho de 2026 às 18:27
O movimento de Protetores dos animais da região do Marajó (Projeto Amicão) divulgou uma nota após a repercussão de um vídeo em que a influenciadora paraense Lia Mendonça, e outros influencers expõem a carcaça de um búfalo abatido.>
Segundo a entidade que atua no resgate de animais em situação de abandono, e no combate aos maus-tratos na região do Marajó, o conteúdo publicado nas redes sociais utiliza a morte de animais como forma de entretenimento ou de obtenção de engajamento.>
“Entendemos que animais destinados ao consumo fazem parte de uma realidade cultural e econômica. No entanto, isso não justifica a exposição desrespeitosa de seus corpos ou a exploração de sua morte para a produção de conteúdo na internet”, diz a nota do movimento.>
A entidade ainda pede a colaboração de produtores de conteúdo para a promoção da causa animal e alega que conteúdos como o da polêmica envolvendo os influenciadores no Marajó, prejudicam anos de trabalho de conscientização.>
“O Projeto Amicão reforça que defender o bem-estar animal não significa desrespeitar tradições ou hábitos alimentares, mas sim exigir que os animais sejam tratados com ética, humanidade e respeito em todas as circunstâncias. Conclamamos criadores de conteúdo, influenciadores digitais e toda a sociedade a refletirem sobre o impacto de suas publicações e a utilizarem as redes sociais como instrumentos de informação, educação e conscientização, nunca de exploração da imagem de um animal morto para fins de entretenimento”, conclui a nota.>
Búfalo morto virou entretenimento nas redes>
O caso gerou repercussão não só entre os defensores da causa animal, mas de terceiros que levantaram dúvidas quanto a procedência do animal abatido.>
Em nota a prefeitura de Soure informou que não teve qualquer participação na produção do conteúdo, e que a prefeitura atuou apenas na realização do abate de búfalos no matadouro municipal, em estrita observância às normas estabelecidas pela vigilância sanitária.>
Leia o trecho da nota:>
O Município reconhece a criação bubalina como atividade histórica, ligada à economia, inclusive a economia familiar e ao sustento de centenas de famílias, desenvolvida há gerações com técnica e conhecimento próprios das comunidades marajoaras e respeito à bubalinocultura. Trata-se de uma atividade regulamentada e amplamente reconhecida como parte da matriz produtiva e cultural da região.>
Nesse contexto, cabe esclarecer qual é o papel da Prefeitura dentro do processo produtivo relacionado à criação bubalina, de forma a evitar interpretações equivocadas sobre sua atuação. A participação da administração municipal se limita, exclusivamente, à realização do abate de búfalos no matadouro municipal, em estrita observância às normas estabelecidas pela vigilância sanitária. Trata-se de um serviço técnico e regulado, que garante que o abate seja realizado dentro dos padrões sanitários exigidos por lei, assegurando segurança alimentar à população.>
Em um vídeo divulgado nas redes sócias nesta quarta-feira (15), a influenciadora Lia Mendonça pediu desculpas “a quem se sentiu ofendido” com as imagens do animal abatido e amenizou a situação afirmando que é comum no Marajó o consumo de carne de búfalo.>