Presos com R$ 2,5 milhões em Belém eram policial aposentado e ex-funcionário do vereador João Coelho, diz jornal

Rubens Lima Teixeira foi detido pela Polícia Federal na quarta-feira (16), após sacar o dinheiro em uma agência bancária de Belém; segundo um jornal, ele resistiu à abordagem e estava armado com uma pistola.

Publicado em 17 de setembro de 2026 às 16:15

Rubens Lima Teixeira foi detido pela Polícia Federal 
Rubens Lima Teixeira foi detido pela Polícia Federal  Crédito: Reprodução/Polícia Federal 

Um policial civil aposentado está entre os dois homens presos pela Polícia Federal após o saque de R$ 2,5 milhões em uma agência bancária de Belém, na quarta-feira (16). Segundo um jornal, Rubens Lima Teixeira foi contido duas vezes com uma arma de choque durante a abordagem.

De acordo com um relatório policial obtido pelo veículo, Teixeira portava uma pistola Taurus calibre .40 e não teria atendido à ordem dos agentes para se deitar no chão. Durante a abordagem, ele teria afirmado que também era policial.

O documento aponta que a determinação foi repetida três vezes pelo agente federal, que teria considerado a medida necessária diante da arma e da movimentação de pessoas nas proximidades da agência. Após a terceira recusa, ainda conforme o relato, Teixeira teria segurado a alça do colete de um dos policiais, que utilizou a arma de choque para contê-lo.

Mesmo no chão, o aposentado teria continuado a resistir à tentativa de algemá-lo. Por causa da reação, o agente acionou novamente o equipamento, segundo o relatório citado pelo jornal.

A origem e a finalidade do dinheiro são investigadas pela Polícia Federal. Uma das suspeitas é de que o montante pudesse ser utilizado em campanha eleitoral. A corporação também apura uma possível ligação com o vereador de Belém João Coelho (PDT), candidato a deputado estadual, e com o irmão dele, o deputado estadual Adriano Coelho (MDB), que concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados. A possível relação foi revelada por uma coluna jornalística.

O segundo homem preso é João Carlos Ruy Seco Gamaque, funcionário da empresa J R Limpeza e Conservação Ltda. Conforme a apuração policial citada pelo jornal, João Coelho foi sócio da empresa até março de 2019.

O carro utilizado pela dupla para transportar o dinheiro está registrado em nome de Marco Antônio de Sousa Coelho, pai dos candidatos. Ele também foi sócio da Lastro Projetos e Construção Civil, empresa relacionada à mãe dos parlamentares, Diana Helena Morais Albuquerque Coelho. A companhia possui contrato com a Secretaria de Educação do Pará.

Durante a operação, os agentes encontraram ainda, dentro de uma mochila verde, comprovantes de transferências atribuídas ao deputado Adriano Coelho. Entre os documentos está um registro de envio de R$ 79,2 mil para uma empresa de táxi aéreo, realizado em 15 de setembro, segundo o jornal.