Principal item da cesta básica do brasileiro, feijão fica 57% mais caro em Belém

Alta nos alimentos já chega a 13,3% em 2026 e mantém custo da cesta básica acima de R$ 755 na capital paraense

Publicado em 23 de junho de 2026 às 08:28

Preço do feijão fica 57% mais caro em Belém - 
Preço do feijão fica 57% mais caro em Belém -  Crédito: Reprodução/Tudo Gostoso

O preço da cesta básica continua pesando no bolso dos paraenses. Levantamento do DIEESE/PA mostra que, entre janeiro e maio de 2026, os alimentos básicos acumularam alta de 13,30%, índice bem acima da inflação registrada no mesmo período.

Somente em Belém, a cesta básica passou de R$ 727,70 em abril para R$ 755,24 em maio, aumento de 3,78%. Esta já é a quinta alta consecutiva registrada em 2026.

Entre os produtos que mais puxaram o aumento está o feijão, item essencial na alimentação das famílias. Segundo o DIEESE/PA, o produto acumulou alta de 57,29% nos cinco primeiros meses do ano.

As pesquisas apontam que o quilo do feijão custava, em média, R$ 5,69 em janeiro deste ano. Em abril, o valor subiu para R$ 8,52 e, em maio, chegou a R$ 8,65.

Na comparação com maio de 2025, quando o produto era vendido a R$ 5,57, o reajuste acumulado em 12 meses chega a 55,29%, percentual muito acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA, que ficou em 4,72% no período.

De acordo com o DIEESE/PA, o aumento nos preços é resultado da combinação de fatores como redução da oferta, problemas climáticos nas regiões produtoras, principalmente no Sul do país, além do encarecimento do transporte e da logística.

O órgão alerta ainda que os preços devem continuar elevados em junho, já que os levantamentos mais recentes indicam novos reajustes nos supermercados da capital paraense.