Profissionais da saúde paralisam cirurgias no PSM do Guamá por atraso de salários em Belém

Apenas urgências seguem funcionando

Publicado em 22 de junho de 2026 às 16:31

Apenas urgências seguem funcionando
Apenas urgências seguem funcionando Crédito: Agência Belém

O setor de cirurgias do Hospital Pronto-Socorro Municipal (HPSM) do Guamá, em Belém, teve os atendimentos parcialmente paralisados nesta segunda-feira (22) após profissionais da saúde denunciarem atraso no pagamento de salários.

Com a suspensão, a unidade passou a atender apenas casos graves e de risco imediato, como ferimentos com sangramento intenso, vítimas de arma branca ou de fogo, suspeita de sepse e avaliações na sala vermelha. Procedimentos considerados não urgentes, como pequenos ferimentos sem sangramento, abscessos, mordidas de animais e algumas intervenções ambulatoriais, foram interrompidos.

Segundo a denúncia, a paralisação ocorre diante da falta de regularização dos pagamentos e da ausência de um cronograma claro por parte da gestão municipal. Eles afirmam que a situação se soma a atrasos acumulados desde 2024, que já ultrapassariam valores significativos relacionados a recursos do SUS e repasses municipais.

A crise não atinge apenas o Guamá. Outras unidades de saúde de Belém também enfrentam impacto semelhante. No Hospital Mário Pinotti, anestesistas seguem com suspensão parcial de procedimentos desde o início de junho, o que já provocou interrupção de cirurgias eletivas em diferentes hospitais da capital.

De acordo com a categoria, apenas atendimentos de urgência e emergência continuam sendo realizados normalmente. Cirurgias eletivas seguem suspensas em parte da rede, podendo ser remarcadas sem risco imediato aos pacientes.

Os profissionais também relatam que tentativas de negociação com a gestão municipal ainda não avançaram de forma efetiva. Há previsão de reunião mediada por órgãos de controle nos próximos dias, enquanto a categoria cobra um plano de pagamento para regularizar as dívidas acumuladas.

Pacientes com cirurgias eletivas agendadas devem procurar a unidade de saúde de referência ou a central de marcação para confirmar o status do procedimento antes de se deslocar.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) foi procurada pelo Roma News para se posicionar, mas não respondeu até o momento.