Segurança é torturado e executado pelo 'tribunal do crime' em Bragança, no Pará

Vítima teria sido morta após familiares receberem videochamada dos suspeitos; polícia investiga o caso

Publicado em 14 de abril de 2026 às 07:54

Segurança torturado e morto em Bragança - 
Segurança torturado e morto em Bragança -  Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A noite desta segunda-feira (13) foi marcada por um crime de extrema violência no município de Bragança, no nordeste paraense. O corpo de Wallysson Pinheiro, conhecido como "Gordinho Pressão", foi encontrado na madrugada de hoje, 14 de abril, em uma área de mata densa após horas de buscas realizadas por policiais e moradores.

Segundo informações de pessoas próximas à vítima, ele trabalhava como segurança particular, mototaxista e também atuava como DJ no município. O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos antes mesmo da localização do corpo. Informações preliminares apontam que familiares de Wallysson teriam recebido uma videochamada exibindo o momento em que ele era torturado, o que provocou desespero e mobilizou rapidamente amigos e autoridades.

As buscas pelo trabalhador começaram por volta das 19h30, em estradas vicinais e ramais da região. Denúncias sobre disparos de arma de fogo levaram as equipes até o local onde o corpo foi encontrado.

Wallysson foi encontrado já sem vida na madrugada desta terça-feira (14). A cena de extrema violência foi confirmada pelas autoridades que encontraram a vítima com as mãos e os pés amarrados. Próximo ao corpo, foram encontrados um capacete e uma motocicleta. A perícia inicial identificou cerca de 20 perfurações, a maioria em áreas vitais, além de marcas de golpes de arma branca. No local, ainda foram recolhidos estojos de munição calibre .380.

Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta para um possível ação do "tribunal do crime", prática associada a organizações criminosas.

O caso gerou revolta entre moradores, que cobram ações mais efetivas do poder público diante da escalada da violência na região. A polícia reforça que qualquer informação que possa ajudar na identificação dos envolvidos seja repassada, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo.