Suspeita de assalto a joalheria se entrega para a polícia um mês após o crime

Investigada por participação em roubo de R$ 500 mil se apresentou à Polícia Civil após semanas foragida

Publicado em 27 de maio de 2026 às 12:03

Suspeita de assalto a joalheria se entrega para a polícia um mês após o crime 
Suspeita de assalto a joalheria se entrega para a polícia um mês após o crime  Crédito: PCPA

A Polícia Civil prendeu, na terça-feira (26), Adriane Chagas Gonçalves, conhecida como “Drika Gonçalves”, investigada por participação em um assalto milionário a uma joalheria ocorrido no bairro do Comércio, em Belém. A mulher era considerada foragida e se apresentou espontaneamente na Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), após semanas sendo monitorada pelas autoridades.

O crime aconteceu no dia 22 de abril e chamou atenção pela forma como foi executado. Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam roupas semelhantes às da Polícia Civil para simular uma operação oficial e conseguir acesso ao estabelecimento sem levantar suspeitas.

De acordo com os investigadores, Adriane teria desempenhado papel central durante a ação criminosa. Ela teria se passado por delegada de polícia enquanto outros integrantes do grupo recolhiam joias e objetos de valor avaliados em cerca de R$ 500 mil.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a identificar os envolvidos. Nas gravações, três suspeitos aparecem com o rosto coberto por balaclavas, enquanto Adriane surge sem esconder a identidade. Nas gravações ela aparece armada, conduzindo uma vítima com as mãos amarradas dentro do prédio.

A polícia informou ainda que a suspeita vinha sendo localizada em diferentes endereços, principalmente no distrito de Icoaraci. Com o avanço das diligências, a defesa da investigada procurou os policiais para informar que ela iria se entregar.

Após prestar depoimento, Adriane confessou participação no assalto, segundo a Polícia Civil. Ela foi encaminhada ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar possíveis integrantes da associação criminosa. Outros suspeitos já haviam sido presos nos últimos dias durante operações realizadas em diferentes estados. Um dos elementos considerados decisivos para o avanço das apurações foi um celular deixado dentro do veículo usado na fuga do grupo e abandonado no bairro do Jurunas. O aparelho passou por perícia e ajudou na identificação dos envolvidos.