Publicado em 3 de setembro de 2026 às 15:28
Nesta quarta-feira (2), um homem investigado por maus-tratos e abuso sexual contra animais foi preso preventivamente em Concórdia do Pará, no nordeste do estado. A prisão foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça do município, após indícios de violência contra cães e aves na zona rural.>
O pedido apresentado pelo Ministério Público foi aceito pelo juiz da Comarca de Concórdia do Pará, que determinou a prisão preventiva do investigado. O mandado foi cumprido pela Polícia Civil.>
A investigação começou depois que a Promotoria tomou conhecimento de relatos sobre possíveis práticas de zoofilia envolvendo animais na zona rural do município. Diante das denúncias, o MPPA abriu um procedimento para apurar os fatos, identificar o suspeito, preservar provas e verificar se havia outros animais expostos a situações de violência ou vulnerabilidade.>
Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos durante a apuração indicaram possíveis atos de abuso contra um cão e uma ave. As condutas são enquadradas no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que prevê punições para atos de abuso e maus-tratos contra animais.>
Além da investigação criminal, o MPPA adotou medidas para proteger os animais que ainda permaneciam no local. A Promotoria acionou a Prefeitura de Concórdia do Pará e as Secretarias Municipais de Saúde e de Meio Ambiente para que fossem tomadas providências para retirar os animais da situação de vulnerabilidade, garantir acolhimento adequado e providenciar atendimento médico-veterinário.>
Ao justificar o pedido de prisão, o Ministério Público também citou a chamada Teoria do Elo, conceito utilizado em estudos criminológicos que aponta uma possível relação entre a violência contra animais e outras formas de violência contra pessoas. A teoria, porém, não afirma que todo indivíduo que maltrata animais necessariamente cometerá violência contra seres humanos, mas considera os maus-tratos um possível sinal de comportamento violento que deve ser levado em conta pelas autoridades.>
A prisão preventiva tem caráter cautelar e não representa uma condenação antecipada. O investigado continua sendo considerado inocente até que haja uma decisão definitiva da Justiça. Durante o processo, ele terá direito à defesa e poderá contestar as acusações apresentadas contra ele.>
O caso também reforça a importância da atuação conjunta entre órgãos públicos diante de denúncias de violência contra animais. Para o Ministério Público, situações desse tipo precisam ser investigadas com seriedade, já que os animais são capazes de sentir dor, medo e sofrimento e contam com proteção prevista na legislação brasileira.>