Video: protesto fecha o trânsito na Almirante Barroso, sentido São Brás, em Belém

Grupo cobra indenizações, água potável e serviços básicos prometidos pelo Estado.

Publicado em 22 de junho de 2026 às 12:13

Video: protesto fecha o trânsito Almirante Barroso, sentido São Brás, em Belem
Video: protesto fecha o trânsito Almirante Barroso, sentido São Brás, em Belem Crédito: Reprodução/Redes sociais

A Avenida Almirante Barroso, um dos principais corredores de acesso à entrada e saída de Belém, está fechada devido a um protesto que ocorre no final da manhã desta segunda-feira (22). Moradores da Comunidade dos Navegantes, localizada na Região Metropolitana, decidiram cruzar os braços e bloquear a via na altura da Avenida Tavares Bastos, bem em frente à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, a Seinfra. O bloqueio afetou diretamente o fluxo de veículos que seguia no sentido Entroncamento para São Brás.

A revolta do grupo tem base em um calhamaço de promessas não cumpridas. Das 21 contrapartidas e melhorias exigidas pelos moradores para aceitarem a passagem da nova avenida, a gestão estadual aceitou apenas cinco e, segundo as lideranças locais, nenhuma saiu do papel.

O território, que vive da força da agricultura familiar e produz riquezas regionais como o açaí e o cacau, agora luta por sobrevivência básica. Entre os pedidos urgentes ignorados estão o asfalto para o ramal de acesso, a criação de uma praça com quadra de esportes, a construção de um posto de saúde e de um trapiche adequado para que os produtores possam escoar suas colheitas pelos rios da região.

A crise no abastecimento de água é um dos pontos mais críticos denunciados pelos manifestantes. O Estado chegou a perfurar um poço na área, mas abandonou o projeto pela metade, deixando a estrutura sem rede elétrica para acionar as bombas. Sem o sistema oficial funcionando, as famílias dependem de poços improvisados que fornecem água em condições visivelmente inadequadas para o consumo e higiene diária, gerando medo generalizado de surtos de doenças.

Para piorar, a abertura da rodovia deixou os terrenos expostos, aumentando o risco de invasões e roubos na área, o que faz os moradores exigirem um plano urgente de regularização fundiária para proteger suas propriedades.

A manifestação, que conta com o apoio de representantes de movimentos sociais e líderes de bairros vizinhos, promete não recuar enquanto não houver um canal de diálogo real com a Seinfra. Além de infraestrutura, os atingidos cobram o pagamento imediato das indenizações financeiras de famílias que perderam partes de seus lotes de terra para as escavadeiras da obra.

Os organizadores do ato reforçam que a mobilização não busca privilégios, mas sim dignidade e o cumprimento das garantias legais que foram prometidas quando o asfalto da Avenida Liberdade foi anunciado para a região