Publicado em 29 de agosto de 2025 às 16:40
O peso das dívidas segue pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Em julho de 2025, 78,5% delas possuíam contas a vencer, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). O número alarmante escancara a urgência de rever práticas financeiras e adotar medidas que tragam alívio duradouro à rotina doméstica, prejudicado também por um cenário de inflação acima da meta e juros em tendência de alta. >
Para Daniel Gava, fundador e CEO da Rooftop, startup que oferece soluções imobiliárias, o problema vai muito além da matemática financeira. “A crise de endividamento que assola o Brasil não é apenas uma questão financeira, mas envolve aspectos sociais, emocionais e estrutural”, afirma. >
O acesso facilitado ao crédito, quando somado à falta de planejamento e educação financeira , leva ao descontrole generalizado. O resultado é uma bola de neve que afeta o consumo, o bem-estar e a estabilidade familiar. >
Diante desse cenário, Daniel Gava defende a busca por soluções que combinem inovação com consciência. “É preciso ir além das estratégias tradicionais de mercado. O caminho passa por decisões mais racionais e pelo uso de ferramentas que ajudem as famílias a se reorganizar de forma definitiva”, completa. >
Pensando nisso, o executivo lista dicas importantes para quem deseja sair do vermelho de maneira eficaz. Confira! >
O primeiro passo para reequilibrar as finanças é o diagnóstico. Liste todas as contas fixas, pendências e prazos. Isso evita surpresas e permite uma visão holística e clara da sua real situação financeira. “Você não consegue consertar o que não consegue ver. Mapeie tudo, sem exceção, para depois começar a agir”, aconselha Daniel Gava. >
Ainda de acordo com a PEIC, 84,5% dos consumidores endividados usam o cartão como sua principal modalidade de crédito. No entanto, o especialista alerta que, o que parece uma solução prática, pode se tornar um vilão silencioso. “As modalidades mais fáceis são também as mais caras. É preciso repensar o uso do crédito rotativo e buscar alternativas com juros menores ou parcelamentos estruturados”, explica o executivo. >
Para quem possui imóvel próprio, existe a possibilidade de transformar esse ativo em liquidez. Hoje, o mercado já oferece alternativas interessantes que possibilitam utilizar o patrimônio imobiliário como forma de ter acesso ao dinheiro imediato, no menor custo do mercado. >
Uma dessas opções é o HomeCash , que permite que o proprietário receba até 60% do valor do imóvel à vista, permanecendo no local mediante a um aluguel de 0,5% e com a possibilidade de recompra futura em até 1,5 ano por meio de financiamento bancário. “É uma forma segura e inteligente de liberar recursos sem se desfazer completamente do bem”, explica Daniel Gava. >
Embora pareça lógico, buscar acordos diretamente com quem cobra nem sempre é a melhor estratégia. As condições oferecidas podem ser desfavoráveis ou mal compreendidas. Segundo o CEO da Rooftop, o ideal pode ser contar com assessoria especializada, que conheça o mercado e possa ajudar a intermediar acordos mais vantajosos. “Renegociar sem conhecimento técnico é como assinar um contrato no escuro, você pode estar piorando a sua situação sem perceber”, afirma. >
Mais do que quitar as dívidas, é preciso impedir que elas voltem a surgir. Avalie comportamentos impulsivos que geraram gastos exagerados e repense prioridades a fim de evitá-los. “Aprenda com os erros. Só assim é possível construir uma nova relação com o dinheiro”, conclui Daniel Gava. >
Por Jéssica Santos >