Brasil registra novos recordes no transporte aéreo até agosto de 2026

Dados da Anac compilados pelo Ministério do Turismo mostram 68,3 milhões de passageiros em voos domésticos entre janeiro e agosto, e 88,7 milhões no total (doméstico + internacional), alta de 5% ante 2025.

Publicado em 21 de setembro de 2026 às 22:33

(Entre janeiro e agosto, voos domésticos transportaram 68,3 milhões de passageiros, aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2025 (65,8 milhões).
(Entre janeiro e agosto, voos domésticos transportaram 68,3 milhões de passageiros, aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2025 (65,8 milhões). Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Brasil bateu novos recordes no tráfego aéreo nos oito primeiros meses de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) compilados pelo Ministério do Turismo. Entre janeiro e agosto, voos domésticos transportaram 68,3 milhões de passageiros, aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2025 (65,8 milhões).

Agosto também registrou recorde histórico para voos domésticos, com 8,93 milhões de passageiros, alta de 2,3% sobre os 8,73 milhões de agosto de 2025.

No mercado internacional, a demanda cresceu de forma ainda mais acentuada: de janeiro a agosto foram 20,3 milhões de passageiros, 8% acima dos 18,9 milhões do ano anterior. Em agosto, foram 2,53 milhões de passageiros em voos internacionais, 3,4% mais que no mesmo mês de 2025.

Somando doméstico e internacional, o país contabilizou 88,7 milhões de passageiros nos oito primeiros meses de 2026, contra 84,7 milhões no mesmo período de 2025 — aumento de 5%.

O fluxo de visitantes estrangeiros ao Brasil manteve o patamar elevado: entre janeiro e agosto, 6,45 milhões de turistas internacionais entraram no país, repetindo o recorde do ano anterior. Somente em agosto, chegaram 576,3 mil visitantes, o maior número para o mês desde o início da série histórica, em 2009.

Os gastos dos estrangeiros também bateram recorde. Segundo o Banco Central, os visitantes desembolsaram R$ 33,6 bilhões entre janeiro e julho de 2026. No mesmo intervalo, o turismo corporativo movimentou R$ 8,4 bilhões.

Setores e autoridades atribuem os recordes à maior conectividade aérea, à retomada da demanda após a pandemia e à realização de eventos que atraem público internacional, além de fatores sazonais e políticas tarifárias que influenciam a mobilidade.

Com informações do portal Metrópoles