Publicado em 1 de agosto de 2026 às 10:21
As principais centrais sindicais do país apresentaram nesta sexta-feira (31) um conjunto de propostas ao governo federal para reduzir os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O documento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.>
No texto, as entidades afirmam que as medidas adotadas pelos Estados Unidos podem afetar a economia brasileira, a indústria nacional e o mercado de trabalho. Diante desse cenário, defendem ações voltadas à proteção dos empregos, ao fortalecimento da produção nacional e à ampliação dos investimentos públicos.>
Entre as propostas está a exigência de manutenção dos postos de trabalho por parte das empresas que vierem a receber apoio do governo para enfrentar os efeitos das tarifas. As centrais também sugerem a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros atingidos pela medida e o estímulo à indústria nacional por meio das compras públicas e da política de conteúdo local.>
O documento ainda propõe maior investimento em infraestrutura, incluindo áreas como transporte, energia, habitação, saúde e educação, além do fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliar o financiamento à atividade produtiva.>
Segundo as entidades, o Brasil deve adotar mecanismos capazes de reduzir os impactos da instabilidade no comércio internacional, priorizando a geração de empregos, a valorização da renda do trabalho e o fortalecimento do mercado interno.>
As centrais também defendem a revisão da Lei de Patentes para combater abusos relacionados à propriedade intelectual, o fortalecimento do Mercosul, a criação de fundos de compensação para trabalhadores afetados pelo comércio internacional e o incentivo à negociação coletiva nos setores mais impactados.>
O documento é assinado pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST. As entidades também manifestaram apoio às medidas adotadas pelo governo brasileiro em resposta ao tarifaço e à Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.>
Na última segunda-feira (27), o governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as tarifas impostas pelos Estados Unidos são incompatíveis com as regras do comércio internacional. O pedido abre uma etapa de consultas entre os dois países antes da eventual instalação de um painel para analisar a disputa comercial.>