Crescimento do e-comerce impacta varejo físico e shopping centers buscam adaptação

Os shoppings estão abrindo espaço, por exemplo, para o setor de serviços.

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 11:47

Black Friday movimenta shoppings da capital -
Black Friday movimenta shoppings da capital - Crédito: Pedro Guerreiro/Ag. Pará

O rápido crescimento do comércio eletrônico transformou o cenário do varejo no Brasil, e o impacto vem sem do sentido pelos shopping centers.

Ao oferecer aos consumidores conveniência, preços competitivos e uma ampla variedade de produtos, o mercado de e-commerce têm registrado popularidade crescente, um setor que já movimenta bilhões, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Uma pesquisa recente realizada pela Octadesk em parceria com o Opinion Box, mostrou que 62% dos consumidores realizam de duas a cinco compras online por mês, sendo que 85% compram online pelo menos uma vez no mesmo período.

E quem compra online, tem seus canais preferidos. O levantamento realizado com mais de dois mil consumidores, mostra que os favoritos são sites e lojas virtuais (63%), seguidos dos marketplaces (60%), como Amazon e Americanas, e aplicativos da própria marca (49%). Quando questionados sobre o porquê da preferência pela prática virtual, os consumidores apontaram os preços mais baixos em comparação às lojas físicas (58%), praticidade de comprar sem sair de casa (57%) e promoções que só encontram na internet (56%).

Essa nova realidade vem mudando o perfil dos grandes Shopping Centers. Um fenômeno observado nos Estados Unidos foi o esvaziamento dos shoppings, com mais de 300 unidades abandonadas entre 2017 e 2024. Um em cada cinco, esta parcial ou totalmente vazio.

Apesar do crescimento do e-comerce, a tendência de abandonar os shoppings ainda, não chegou ao Brasil, mas outro fenômeno é observado. Além do varejo, os shoppings estão abrindo espaço para o setor de serviços, que já representam 10,4% das lojas.

Clínicas médicas em shoppings cresceram 42% desde 2020. Smartfit, Dr. Consulta e WeWork ocupam andares inteiros. O espaço que vendia desejo agora vende necessidade: consultas, academia, coworking.