Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra menor taxa para o 3º trimestre em 14 anos

Número de brasileiros trabalhando chega a 103,6 milhões, o maior já registrado pelo IBGE.

Publicado em 30 de outubro de 2026 às 13:48

Número de brasileiros trabalhando chega a 103,6 milhões, o maior já registrado pelo IBGE.
Número de brasileiros trabalhando chega a 103,6 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. Crédito: Rprodução/Agência Brasil

O desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, encerrado em setembro, alcançando o menor índice para esse período desde 2012, quando começou o trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o trimestre encerrado em junho, quando a taxa estava em 5,4%, houve uma redução de 0,2 ponto percentual. Já em relação ao mesmo período de 2025, a queda foi de 0,4 ponto percentual.

Segundo o levantamento, 5,6 milhões de pessoas estavam desempregadas no país entre julho e setembro, 234 mil a menos do que nos três meses anteriores. Em um ano, a redução chegou a 417 mil pessoas, o equivalente a uma queda de 6,9%.

Enquanto o número de desocupados diminuiu, a quantidade de brasileiros trabalhando alcançou um novo recorde, com 103,6 milhões de pessoas ocupadas. O resultado representa um aumento de 581 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior e de 1,2 milhão na comparação com o mesmo período do ano passado.

O nível de ocupação também avançou e chegou a 59%, percentual que representa a parcela da população em idade de trabalhar que estava exercendo alguma atividade profissional, conforme os critérios do IBGE.

Entre os setores que contribuíram para o crescimento da ocupação, a construção civil se destacou, com alta de 2,8% no número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior, o que representa a entrada de aproximadamente 210 mil pessoas na atividade.

A pesquisa também apontou recordes no número de empregadores, que chegou a 4,5 milhões, e de trabalhadores do setor público, com 13,2 milhões de pessoas ocupadas.

Apesar dos resultados positivos, o total de empregados com carteira assinada na iniciativa privada permaneceu estável em 39,4 milhões. A informalidade, por sua vez, representou 37,5% da população ocupada, reunindo 38,8 milhões de trabalhadores.

Rendimento dos trabalhadores aumenta

O rendimento real habitual dos brasileiros ficou em R$ 3.790 no trimestre encerrado em setembro. Embora não tenha apresentado variação significativa em relação aos três meses anteriores, o valor cresceu 3,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

A soma dos ganhos de todos os trabalhadores também atingiu um novo recorde, chegando a R$ 387,5 bilhões. A chamada massa de rendimentos teve alta de 1,5% no trimestre e de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Outro indicador acompanhado pelo IBGE é a taxa de subutilização da força de trabalho, que ficou em 13%. O cálculo inclui pessoas desempregadas, trabalhadores que gostariam de cumprir uma jornada maior e aqueles que poderiam trabalhar, mas não conseguiram procurar emprego ou estavam indisponíveis para assumir uma vaga.

Mesmo com a melhora de alguns indicadores, o número de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar trabalho, chegou a 2,5 milhões. O contingente aumentou 7,5% em relação ao trimestre anterior.

A próxima divulgação da PNAD Contínua está prevista para 27 de novembro, com os dados referentes ao trimestre encerrado em outubro, conforme o calendário do IBGE.