FIINSA conecta empresas do Pará às oportunidades da nova economia amazônica

A proposta desta edição do festival é traduzida pelo tema “O futuro aponta para o Norte”

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 10:22

Festival será de 3 a 5 de novembro
Festival será de 3 a 5 de novembro Crédito: Divulgação

Investidores, empresários, lideranças comunitárias, populações tradicionais e pesquisadores em clima e desenvolvimento sustentável de toda a região estarão reunidos em Manaus, entre os dias 3 e 5 de novembro, para discutir quem está construindo e quem financia os próximos caminhos da nova economia amazônica. A programação do 4º Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) coloca no centro do debate temas como capital, bioeconomia, inovação, conservação da floresta e desenvolvimento dos territórios.

Realizado pelo Idesam e pelo Impact Hub Manaus, o festival começa no dia 3, com um dia de imersão em diferentes iniciativas da região, em uma programação chamada “Imersão no Território” e segue com dois dias de painéis, plenárias, muito networking e rodas de conversa. A programação do segundo dia é intitulada “Pingos nos Is” e a do terceiro dia é “Fazer Acontecer”.

A proposta desta edição é traduzida pelo tema “O futuro aponta para o Norte”, em uma programação que procura discutir não apenas o potencial econômico da região amazônica, mas também as soluções que já surgem do território e os desafios que ainda impedem que negócios e comunidades tenham acesso a mercados e capital.

“O FIINSA quer colocar na mesma mesa quem vive nos territórios, quem desenvolve negócios, quem compra e quem investe. A nova economia só vai avançar de fato quando essas conexões deixarem de ser pontuais e passarem a gerar negócios, renda e oportunidades dentro da própria região”, afirma Gabriela Souza, gestora de operações da AMAZ e líder de Novos Negócios do Idesam.

Entre os nomes de destaque estão Natalie Unterstell, do Instituto Talanoa; Pi Suruí, da Associação Metareilá e do povo Paiter Suruí; Denis Minev, CEO do grupo Bemol; Virgilio Viana, superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS); Rachel Biderman, da Rede Pan-Amazônica; Joana Oliveira, do WRI Brasil; e Eduardo Taveira, ex-secretário de Meio Ambiente do Amazonas.

Um dos eixos da programação será a relação entre capital e negócios amazônicos, e propõe o debate sobre recursos disponíveis que nem sempre chegam às empresas e iniciativas que mais precisam, e qual tipo de capital é adequado para cada estágio de um negócio.

Um dos momentos mais diretamente ligados ao mercado será “Do outro lado da mesa: o pitch dos investidores”, que reunirá representantes de fundos como Vox Capital, FAMA Re.capital, KPTL, Sitawi e Finance in Motion, no terceiro dia de programação. A proposta é colocar investidores diante dos negócios e discutir, de forma prática, como oportunidades amazônicas são avaliadas pelo mercado financeiro.

“Existe um capital que quer encontrar bons negócios e existem negócios amazônicos que precisam de capital, mas muitas vezes eles ainda não conseguem se encontrar. O FIINSA trabalha justamente nessa aproximação, criando espaços para que investidores entendam a realidade desses empreendimentos e para que os negócios estejam mais preparados para acessar mercado e investimento”, pontua Marcus Bessa, cofundador do Impact Hub Manaus e um dos organizadores do festival.

A inovação também terá espaço de destaque no festival. Entre as atividades estão a apresentação de dez soluções selecionadas pelo “Desafio Bioinovação Amazônia”, debates sobre tecnologias desenvolvidas a partir das necessidades dos territórios e uma sessão dedicada às chamadas "deep techs". A programação inclui ainda discussões sobre restauração florestal, ingredientes amazônicos e os caminhos entre a produção nos territórios e a chegada dos produtos às prateleiras.