Gianni Infantino: conheça a trajetória do presidente da FIFA que elevou o faturamento da entidade a casa dos bilhões

Mesmo sem apoio nas decisões, os números acabaram falando mais alto. A receita da FIFA saltou de US$ 502 milhões em 2016 para US$ 2,66 bilhões em 2025.

Publicado em 9 de julho de 2026 às 16:58

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante seu discurso no Congresso.
Presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante seu discurso no Congresso. Crédito: Reprodução/Congresso da FIFA

Giovanni Vincenzo Infantino, nascido em 23 de março de 1970 na Suíça e de origem italiana, é formado em Direito (com especialização em direito desportivo), fala seis idiomas e é o presidente da FIFA desde 2016. Mas o homem que comanda o negócio de 9 bilhões de dólares da Copa de 2026 nunca deveria ter chegado ao cargo mais poderoso do futebol mundial.

Após iniciar a carreira no meio acadêmico desportivo, entrou no departamento jurídico da UEFA em 2000. Cresceu na entidade até se tornar secretário-geral em 2009, ficando famoso por conduzir os sorteios dos grandes torneios europeus.

Com a renúncia de Sepp Blatter, foi eleito presidente em 26 de fevereiro de 2016 para restaurar a credibilidade da instituição.

Apesar de ter caído de paraquedas, Gianni entendeu rápido o jogo. Na FIFA, cada uma das 211 federações tem voto igual, e a maioria depende dos repasses da entidade. Ele multiplicou esse fundo por oito, distribuindo US$ 5,1 bilhões, e assim foi reeleito por unanimidade/aclamação em 2019 e 2023, com mandato atual até 2027.

Durante sua gestão, Infantino focou na modernização, expansão global e no impacto social do futebol. Fez importantes Mudanças Esportivas:

Introdução do VAR (Copa de 2018).

Expansão da Copa do Mundo para 48 seleções (a partir de 2026).

Criação do novo Mundial de Clubes com 32 equipes (a partir de 2025).

Avanços no Futebol Feminino, com garantia de direitos sociais, incluindo licença-maternidade obrigatória de 14 semanas (com 2/3 do salário) e reintegração garantida pelos clubes com suporte médico.

Lançamento de programas de desenvolvimento, educação e proteção de menores (FIFA Forward, Football for Schools e FIFA Guardians).

Aproximação com entidades globais (ONU, G20, entre outras), sendo o primeiro presidente da FIFA a participar de uma cúpula do G20 (2018).

Mesmo sem apoio nas decisões, os números acabaram falando mais alto. A receita da FIFA saltou de US$ 502 milhões em 2016 para US$ 2,66 bilhões em 2025. A projeção para 2026 é de US$ 9 bilhões, puxada pela primeira Copa gigante, disputada nos EUA, México e Canadá.

Apesar de promover várias mudanças, Infantino seguiu a tradição do cargo: foi citado nos Panama Papers, investigado pela comissão de ética da FIFA e alvo de processo criminal na Suíça por encontros secretos com o procurador-geral do país, num caso que foi arquivado em 2023.