Saúde financeira: saiba quais são os riscos do uso frequente do “Pix crédito”

Especialista aponta as principais armadilhas desse método de pagamento e dá dicas de uso consciente

Publicado em 16 de abril de 2026 às 15:38

Saúde financeira: saiba quais são os riscos do uso frequente do “Pix crédito”.
Saúde financeira: saiba quais são os riscos do uso frequente do “Pix crédito”. Crédito: Pixabay

O "Pix crédito" é uma ferramenta que tem ganhado destaque entre jovens, principalmente para aqueles que utilizam bancos digitais. Embora seja apresentado como uma solução imediata, o uso recorrente pode comprometer o orçamento no fim do mês. Além disso, essa modalidade envolve juros que encarecem o valor de produtos ou contas pagos por meio dela.

O professor de Ciências Contábeis da UNAMA - Universidade da Amazônia, Leonel Mendes, explica que o "pix crédito" tem as mesmas semelhanças do antigo cheque especial. Ambos são ofertados com a proposta de facilitar a vida do cliente que já esgotou seus limites financeiros mensais. No entanto, o especialista alerta para os impactos negativos que esse tipo de recurso pode gerar a longo prazo.

"O pix crédito nada mais é que a antecipação do crédito do cartão. É um recurso que transmite a falsa sensação de dinheiro disponível na conta. O problema é que essas transações envolvem taxas elevadas e, muitas vezes, não representam a melhor escolha”, afirma Mendes.

O público-alvo desse serviço são jovens, que tem o pix como a principal forma de transferir dinheiro. Para o especialista, quando a pessoa cria o hábito de recorrer a esse tipo de crédito, pode perder o controle financeiro e acumular dívidas com juros. “No contexto econômico, o Pix crédito ganhou uma nova forma de oferta. Ele continua sendo semelhante ao cheque especial, mas agora direcionado aos jovens. Como esse público nem sempre tem o hábito de analisar as finanças, o risco de inadimplência aumenta, já que se trata de um limite automático vinculado à conta”, explica.

Para o professor Leonel Mendes, o pix crédito passa a ser uma opção considerável quando há exigência de quitação de boletos ou emergência financeira. “O ideal é que esse recurso seja utilizado apenas em casos que exijam solução imediata. É importante que jovens e adultos tenham discernimento para recorrer a esse tipo de crédito em situações essenciais, como saúde, deslocamento ou regularização de contas em atraso”, orienta. Ele também recomenda o uso de planilhas ou anotações para o controle das finanças pessoais.

"É fundamental que qualquer pessoa que tenha conta bancária tenha controle das operações e fluxo monetário. Seja em planilha ou bloco de notas, é preciso ter o registro das despesas que foram pagas ou que devem ser. Quem liga com contas sabe que o teto de gasto mensal não deve ultrapassar 30% da renda salarial. Então, além do cuidado com empréstimo de bancos, limitar consumos e ter consciência financeira é uma alternativa segura", encerra.