Quem pode sacar o FGTS para quitar dívidas? Entenda o plano em análise

A proposta ainda está em análise no Ministério do Trabalho e Emprego e pode ser anunciada nos próximos dias

Publicado em 10 de abril de 2026 às 15:17

Entre as propostas em análise está a possibilidade de usar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia do empréstimo
Entre as propostas em análise está a possibilidade de usar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia do empréstimo Crédito: Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do FGTS para ajudar trabalhadores a quitar dívidas. A proposta ainda está em análise no Ministério do Trabalho e Emprego e pode ser anunciada nos próximos dias.

Como funcionaria

O plano prevê duas medidas principais:

1. Liberação de até R$ 10 bilhões para pessoas de menor renda

• O objetivo é ajudar trabalhadores a pagar dívidas, principalmente cartão de crédito.

• O benefício deve ser direcionado a quem tem renda mais baixa.

• Pessoas com salários mais altos (como na faixa de R$ 20 mil) devem ficar de fora.

• Ainda não há definição oficial de um teto de renda.

2. Liberação de cerca de R$ 7 bilhões para quem tem saque-aniversário

• Voltado a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, fizeram empréstimos e tiveram parte do saldo bloqueado.

• A ideia é liberar o valor que ficou retido além do necessário como garantia.

• Exemplo: se foram bloqueados R$ 10 mil para cobrir uma dívida de R$ 6,4 mil, o excedente poderá ser devolvido.

• O dinheiro seria depositado diretamente na conta do trabalhador.

• A medida deve alcançar quem antecipou o saque entre 2020 e 23 de dezembro de 2025.

• Não haverá limite de renda nesse caso.

O que falta para valer

Para entrar em vigor, o governo precisa editar uma Medida Provisória (MP).

Outra proposta: juntar todas as dívidas

Além disso, o governo também avalia um plano para unificar dívidas dos brasileiros, como:

• cartão de crédito

• crédito pessoal

• outros débitos

A ideia é transformar tudo em uma única dívida, com:

• juros mais baixos

• possibilidade de desconto que pode chegar a 80% do valor total

A renegociação seria feita diretamente com bancos, que teriam garantias para conceder esses descontos.

Com informações do G1