Após expulsão, Edilson perde a chance de pagar dívidas com a Justiça; entenda

Ex-jogador agrediu na madrugada deste sábado (14) o colega de confinamento, Leandro “Boneco”

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 12:27

(Após expulsão, Edilson perde a chance de pagar dívidas com a Justiça; entenda)
(Após expulsão, Edilson perde a chance de pagar dívidas com a Justiça; entenda) Crédito: Reprodução/Globoplay

O ex-jogador Edilson Capetinha, de 55 anos, foi expulso do BBB 26 na manhã desta sexta-feira. Caso conquistasse o prêmio máximo do reality, estimado em R$ 5,4 milhões, o valor poderia ser usado para reduzir parte de uma dívida trabalhista que atualmente gira em torno de R$ 13,2 milhões.

De acordo com informações do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), cerca de R$ 11,4 milhões correspondem a cobranças ligadas a processos ainda em andamento, enquanto aproximadamente R$ 1,8 milhão se refere a tributos vinculados às execuções.

As ações tiveram origem em reclamações trabalhistas movidas contra empresas ligadas ao ex-atleta. Inicialmente, quatro companhias foram acionadas, entre elas a Ed Dez Promoções e Produções Artísticas e o bloco carnavalesco Broder, que desfilou no circuito Barra-Ondina ao lado de Ronaldinho Gaúcho no Carnaval de Salvador de 2025. Durante a apuração, outras seis empresas registradas em nome do ex-jogador também passaram a integrar os processos.

Como não foram localizados bens suficientes em nome das pessoas jurídicas para quitar os débitos, a Justiça desconsiderou a personalidade jurídica das empresas e direcionou as cobranças para pessoas físicas, incluindo Edilson e seu sócio, Gleidson Falk Santiago Ferreira. Ao longo dos anos, bens foram penhorados, inclusive de familiares, após tentativas frustradas de localizar patrimônio em nome do ex-atleta.

Uma comissão formada em 2016 reuniu 32 reclamantes e 28 processos. Até o momento, 18 ações foram encerradas por meio de pagamentos e penhoras, somando cerca de R$ 56 milhões. A definição da ordem de pagamento é feita pela própria Justiça, que estabelece prioridades entre os credores.

Em uma das ações, no valor de R$ 1,4 milhão, houve autorização para penhora de parte dos rendimentos que Edilson recebia como comentarista da Band, em 2021. Como ele não possuía vínculo direto com a emissora, os repasses à empresa que o representava foram reduzidos, chegando a 50% do valor mensal.

O TRT5 informou que, até o momento, não houve contato formal do ex-atleta com o tribunal para negociar a forma de pagamento. Com o fim da participação no programa, os advogados dos reclamantes poderão solicitar novas buscas de bens para garantir a execução das dívidas.

Em nota, a defesa de Edilson reconheceu a existência do passivo e atribuiu o acúmulo das dívidas a um período de má gestão e administração de seus negócios. Os advogados afirmam que ele não pretende se esquivar das responsabilidades e que, antes mesmo de entrar no BBB 26, buscou diálogo para estruturar um plano de pagamento com base em possíveis receitas futuras, como contratos publicitários.

Além das execuções trabalhistas, o ex-jogador já enfrentou cobranças por pensão alimentícia em anos anteriores, situação que, segundo familiares, foi regularizada.