Luiza Brunet comenta condenação de Lírio Parisotto após dez anos de caso de agressão: “Não é uma vitória”

Justiça de São Paulo determinou indenização de R$ 150 mil por danos morais; empresário ainda pode recorrer da decisão.

Publicado em 12 de outubro de 2026 às 18:49

(O caso voltou a repercutir após a Justiça de São Paulo determinar o pagamento da indenização.)
(O caso voltou a repercutir após a Justiça de São Paulo determinar o pagamento da indenização.) Crédito: Redes Sociais/Instagram 

A modelo Luiza Brunet se manifestou sobre a condenação do empresário Lírio Parisotto ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais em um processo relacionado à agressão sofrida por ela em 2016. Ao comentar a decisão judicial, divulgada dez anos após o episódio, a ativista destacou que o resultado não representa uma vitória.

O caso voltou a repercutir após a Justiça de São Paulo determinar o pagamento da indenização. A decisão representa mais um capítulo de uma disputa judicial que teve início após a modelo denunciar as agressões sofridas durante o relacionamento com o empresário.

Caso aconteceu em maio de 2016

A agressão ocorreu em maio de 2016, em Nova York, nos Estados Unidos. Na ocasião, Luiza Brunet sofreu lesões que incluíram quatro costelas fraturadas e hematomas em diferentes partes do corpo.

A denúncia ganhou repercussão nacional e deu início a um processo criminal contra Parisotto. O episódio também colocou a violência doméstica no centro do debate público e ampliou a visibilidade da atuação de Luiza na defesa dos direitos das mulheres.

Desde então, a modelo passou a se posicionar publicamente sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e a importância de acolher vítimas que decidem denunciar seus agressores.

Justiça determina indenização de R$ 150 mil

A decisão da Justiça paulista estabeleceu o pagamento de R$ 150 mil por danos morais à modelo. O processo tramita na esfera cível e trata da reparação pelos danos decorrentes da violência relatada no caso.

O pedido de indenização por danos materiais e lucros cessantes foi rejeitado por falta de comprovação suficiente, conforme informações divulgadas sobre a decisão.

A condenação ainda pode ser contestada judicialmente pelo empresário, de modo que o caso permanece sujeito aos desdobramentos previstos na legislação.

Dez anos depois, caso segue em evidência

A manifestação de Luiza Brunet chama a atenção para o impacto prolongado da violência e para a diferença entre obter uma decisão favorável na Justiça e superar as consequências de uma agressão.

O caso também reforça a discussão sobre o tempo de tramitação dos processos e os desafios enfrentados por mulheres que buscam responsabilização judicial em situações de violência doméstica.

Mesmo após uma década, o episódio continua mobilizando o debate público sobre proteção às vítimas, responsabilização dos agressores e acesso à Justiça.

Com informações do portal g1