Publicado em 12 de outubro de 2026 às 18:05
O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., crítico do presidente argentino Javier Milei, foi deportado da Argentina e impedido de retornar ao país por cinco anos. O caso veio a público em outubro de 2026 e gerou questionamentos sobre os motivos da decisão das autoridades migratórias argentinas.>
De acordo com informações publicadas pelo portal Agência Brasil, o governo argentino justificou a medida com base em regras relacionadas à manutenção da residência permanente. O jornalista contesta a decisão e afirma que continuou viajando ao país, onde teria permanecido por 36 dias ao longo de 2026.>
Decisão é contestada pelo jornalista>
A medida ocorreu em meio a desentendimentos recentes entre Tomaz e apoiadores do governo Milei nas redes sociais. Entre os episódios citados está um conflito envolvendo Juan Pablo Carreira, conhecido como Juan Doe, diretor de Comunicação Digital da Presidência argentina.>
Diante das circunstâncias, o jornalista suspeita que a decisão possa ter relação com suas críticas ao governo. Entretanto, até o momento, não há elementos conclusivos que comprovem uma motivação política para a deportação.>
As autoridades argentinas fundamentaram a medida em questões migratórias. A contestação do jornalista, por outro lado, coloca em discussão as circunstâncias da decisão e a aplicação das regras que regulam a permanência de estrangeiros no país.>
Proibição de entrada por cinco anos>
Além de ser obrigado a deixar o território argentino, Tomaz recebeu uma restrição que o impede de retornar durante cinco anos.>
Conforme a Agência Brasil, o jornalista indicou que poderá recorrer da decisão. A apresentação de um recurso poderá permitir uma análise dos fundamentos administrativos utilizados pelas autoridades e dos argumentos apresentados pelo profissional.>
Até que sejam conhecidos mais detalhes sobre a decisão e seus possíveis desdobramentos jurídicos, permanecem questões sobre a aplicação das normas migratórias ao caso.>
Episódio levanta discussão sobre liberdade de imprensa>
A deportação também traz à tona discussões sobre liberdade de expressão, atuação jornalística e os limites do poder estatal em decisões que afetam profissionais críticos a governos.>
A avaliação sobre uma possível perseguição política depende de evidências que permitam estabelecer uma relação entre a atuação pública do jornalista e a medida adotada pelas autoridades. Os conflitos nas redes sociais e as críticas ao presidente argentino, por si só, não comprovam essa relação.>
O caso poderá ter novos desdobramentos caso sejam apresentados recursos ou divulgadas informações adicionais sobre os fundamentos da decisão migratória.>
Com informações da Agência Brasil>