Polícia investiga confusão generalizada com Ed Motta em restaurante no Rio

Cantor é filmado arremessando cadeira e garrafa após desentendimento por taxa de serviço no Jardim Botânico.

Publicado em 7 de maio de 2026 às 11:44

Polícia investiga confusão generalizada com Ed Motta em restaurante no Rio
Polícia investiga confusão generalizada com Ed Motta em restaurante no Rio Crédito: Reprodução/Redes sociais

O que deveria ser um jantar tranquilo no último sábado (2), em um dos bairros mais nobres do Rio de Janeiro, terminou em delegacia e imagens de violência que circulam nas redes sociais. A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar a conduta do cantor Ed Motta e de seus acompanhantes durante uma confusão no restaurante Grado, localizado no Jardim Botânico. De acordo com imagens do circuito interno de segurança e depoimentos de testemunhas, o artista teria se descontrolado após um impasse financeiro, chegando a arremessar objetos e atingir outros clientes do estabelecimento.

O estopim de toda a agressividade teria sido a recusa do restaurante em conceder cortesia na "taxa de rolha" valor cobrado quando o cliente leva o próprio vinho para consumir no local. A partir desse desacordo, o clima pesou. Segundo os proprietários do Grado, o grupo liderado pelo músico passou a hostilizar a equipe com insultos graves, incluindo ataques homofóbicos e xenofóbicos, com referências pejorativas à origem nordestina de colaboradores, além de invasões à vida privada dos presentes.

A violência verbal rapidamente evoluiu para agressão física. Relatos indicam que uma cadeira foi atirada contra um garçom que estava de costas e, em meio ao tumulto, Ed Motta teria esbarrado propositalmente em uma mesa vizinha, derrubando pertences de outros frequentadores. A situação atingiu o ápice quando um cliente, que tentava deixar o local após ser agredido com um soco, foi alvo de uma garrafa de vinho gigante (do tipo magnum) lançada em direção à sua cabeça, causando ferimentos e sangramento imediato.

Atualmente, os agentes da Delegacia da Gávea (15ª DP) estão analisando as gravações das câmeras para detalhar a participação de cada envolvido. O restaurante repudiou os episódios de intimidação e violência, enquanto a defesa do cantor ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. O caso segue sob investigação, reforçando o debate sobre limites comportamentais e respeito aos profissionais do setor de serviços.