Selena Gomez é acusada de enganar investidores em R$ 5,2 milhões para empresa de saúde mental

Ação judicial contra a cantora e sua mãe afirma que declarações falsas foram feitas para obter aporte na Wondermind

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 18:57

Cantora Selena Gomez.
Cantora Selena Gomez. Crédito: Reprodução/Instagram @selenagomez

A cantora Selena Gomez e sua mãe, Mandy Teefey, enfrentam acusações de terem enganado investidores para obter mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,21 milhões) para a Wondermind. A empresa, focada em saúde mental e fundada pela dupla, é alvo de um processo movido pelas companhias Wondermind SRS 44 LLC e Bespoke Wondermind LLC, que alegam terem sido induzidas ao erro por informações inverídicas.

De acordo com os investidores, Selena e Mandy, juntamente com a ex-sócia Daniella Pierson, teriam feito declarações falsas sobre a estrutura, administração e os recursos reais disponíveis para tornar a plataforma lucrativa. O processo destaca que as aparições públicas de Selena em programas de TV e entrevistas, onde ela promovia o empreendimento, foram fundamentais para a decisão de investimento das empresas.

A ação judicial descreve um cenário crítico, afirmando que a empresa estaria "desmoronando silenciosamente" enquanto os fundadores e executivos ocultavam o colapso de quem financiava o negócio. O texto alega ainda que a cantora demonstrou grande envolvimento inicial, mas não teria cumprido com suas obrigações após o recebimento dos recursos.

Os problemas da Wondermind teriam vindo à tona após uma reportagem da revista The Cut, publicada em setembro de 2025, que descrevia a companhia em "estado de total desordem". O artigo apontava atrasos salariais, dificuldades com fornecedores e questões pessoais envolvendo a mãe de Selena. Na ocasião, Mandy Teefey rebateu as críticas, classificando-as como mentiras espalhadas por funcionários descontentes e amplificadas pela mídia.

Apesar da gravidade das acusações apresentadas no processo, as alegações de fraude e má gestão ainda não foram comprovadas judicialmente. O caso segue em tramitação na justiça norte-americana.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.