Veja como foi a primeira noite de desfile do Grupo Especial das escolas de samba de Belém

Quatro escolas passaram pela avenida na primeira noite, com enredos que exaltaram bairros, personalidades e tradições populares da capital

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 11:18

Veja como foi a primeira noite de desfile do Grupo Especial das escolas de samba de Belém
Veja como foi a primeira noite de desfile do Grupo Especial das escolas de samba de Belém Crédito: Márcio Nagano/Agência Belém

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do CarnaBelém 2026 levou brilho, emoção e identidade cultural à passarela da Aldeia Amazônica, nesta sexta-feira (27). A programação começou às 21h e marcou oficialmente a abertura do fim de semana mais esperado pelos apaixonados pelo Carnaval em Belém.

Neste ano, a Prefeitura distribuiu gratuitamente 3 mil ingressos para as arquibancadas do Grupo Especial, garantindo grande presença de público logo no primeiro dia de apresentações.

Veja como foi a primeira noite de desfile:

Xodó da Nega abre a noite exaltando a Cremação

A primeira escola a entrar na avenida, às 22h, foi a Associação Carnavalesca Xodó da Nega. Com o enredo “Eu vou me banhar de manjericão nas terras da Cremação”, a agremiação fez uma viagem pelas tradições, religiosidade e símbolos do bairro da Cremação, destacando elementos da cultura popular e da espiritualidade.

Presidida por Alberto de Jesus Cantanhede, o Careca, a escola teve o carnaval desenvolvido por Jean Negrão. Luizinho Moura comandou o carro de som como intérprete oficial, enquanto Isabella Kimberly reinou à frente da bateria. O casal Fábio Cássio e Elen Silva foi responsável por defender o pavilhão com elegância e sintonia.

Embaixada do Império Pedreirense homenageia Nazaré Pereira

Às 23h15, foi a vez da Associação Carnavalesca Social Beneficente Embaixada do Império Pedreirense. Com o enredo “Xapuri, Pará, Paris, ulalá mon chéri – A Embaixada canta Nazaré Pereira”, a escola fez uma homenagem à trajetória da cantora paraense Nazaré Pereira, destacando sua projeção internacional e suas raízes amazônicas.

Presidida por Paulo Roberto, conhecido como Chico, e também com desenvolvimento de Jean Negrão, a escola contou com Tiago Lobato como intérprete. Rodolfo Moura e Shayene Negrão formaram o casal mestre-sala e porta-bandeira, enquanto a bateria esteve sob o comando de Geraldo Maximiliano, mantendo o ritmo forte e envolvente.

Acadêmicos da Pedreira aposta na força do samba

Já na madrugada, às 00h30, o Grêmio Recreativo Carnavalesco Social Acadêmicos de Samba da Pedreira levou para a avenida o enredo “Quem disse que acabou?”. A proposta foi reforçar a resistência cultural e a permanência do samba como expressão viva da comunidade.

Sob a presidência de César Velasco e com criação assinada por Claudia Palheta, a escola apresentou Fábio Moreno como intérprete. A bateria foi comandada pelo Mestre Kaká. O casal Markus Winicius, conhecido como Príncipe do Samba, e Cecília Petit representou a escola na defesa do pavilhão.

Bole-Bole encerra a noite com homenagem a Mãe Josina

Fechando a programação da sexta-feira, às 1h40, a Associação Carnavalesca Bole-Bole emocionou o público com o enredo “Mãe Josina do Guamá: o solo sagrado da cultura popular”. A apresentação foi dedicada à líder religiosa Mãe Josina, referência espiritual e cultural no bairro do Guamá.

Presidida por Paulo Alcântara, a escola teve Bruno Costa como intérprete. A bateria foi conduzida por Mini, André, Ciro e Marcão, garantindo energia até os últimos minutos do desfile. O casal Breno Rodrigues e Jéssica Sorriso defendeu o pavilhão, encerrando a noite em clima de celebração e reverência às tradições populares.

Com arquibancadas cheias e enredos que valorizaram a identidade paraense, a primeira noite do Grupo Especial confirmou a força do Carnaval de Belém como espaço de memória, resistência e espetáculo.