Publicado em 25 de setembro de 2026 às 18:02
Nesta sexta-feira (25), a Almirante Participações, empresa do empresário Marcos Lamacchia, foi confirmada como vencedora do leilão que define a compra de 90% da SAF do Vasco. A audiência foi realizada na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e teve apenas uma proposta apresentada.>
A conclusão da venda, porém, ainda depende de outras etapas. O negócio precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo do Vasco e, posteriormente, passar pela Assembleia Geral Extraordinária do clube. O processo também é acompanhado pela área de Fair Play da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).>
A Almirante chegou ao leilão como a chamada stalking horse, expressão usada para definir a proposta-base de um processo competitivo. Na prática, a oferta da empresa serviu como referência para eventuais interessados que quisessem apresentar uma proposta superior. Como isso não aconteceu, a empresa de Lamacchia foi declarada vencedora.>
Antes mesmo do leilão, Lamacchia já havia feito um depósito judicial de R$ 27 milhões, valor correspondente a dois anos das obrigações previstas na recuperação judicial do Vasco.>
O modelo da operação prevê a criação de uma nova sociedade anônima, que receberá as ações adquiridas no processo. O negócio também inclui direitos relacionados à propriedade intelectual da marca Vasco e ao uso de São Januário.>
A proposta prevê R$ 500 milhões em aportes destinados exclusivamente ao futebol, divididos em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões entre 2026 e 2030. Esse dinheiro não poderá ser utilizado para o pagamento de dívidas.>
Além do investimento no futebol, a futura SAF terá compromissos com a estrutura do clube. Está previsto um investimento de R$ 120 milhões no centro de treinamento ao longo de dez anos e outros R$ 30 milhões, em dois anos, para melhorias nas categorias de base.>
A proposta também estabelece a busca por projetos de incentivo fiscal que possam gerar até R$ 150 milhões para o Vasco ao longo de dez anos.>
Outro ponto do acordo envolve São Januário. A nova SAF terá prioridade e exclusividade de uso do estádio até 31 de dezembro de 2030 e deverá pagar R$ 3 milhões por ano ao Vasco pela utilização. Caso uma reforma impeça o uso do estádio, o valor anual cai para R$ 2 milhões.>
A operação ocorre dentro do processo de recuperação judicial do Vasco. Tecnicamente, o que está sendo vendido é uma UPI Equity, estrutura que permite separar determinados ativos para a venda sem transferir automaticamente ao comprador todo o passivo histórico do clube.>
“Vai ser o maior projeto esportivo da América do Sul”, afirmou Mário Junqueira, sócio de Marcos Lamacchia.>
Agora, o processo entra na fase de aprovação dentro do próprio Vasco antes da transferência definitiva do controle da nova SAF.>