Ancelotti decreta fim de ciclo para Neymar e veteranos e planeja "novo Brasil" para 2028

Técnico da Seleção inicia renovação com foco em jovens talentos e cita modelo da Espanha como referência.

Publicado em 30 de julho de 2026 às 16:08

Técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti.
Técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti. Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, anunciou uma reformulação profunda na equipe nacional ao decretar o fim do ciclo para jogadores acima de 30 anos. Em entrevista recente, o treinador citou nominalmente Neymar, Casemiro e Danilo como exemplos de atletas cujas fases na Amarelinha se encerraram após a eliminação para a Noruega no último Mundial. Segundo Ancelotti, o objetivo agora é iniciar imediatamente o mapeamento de novos jogadores visando a montagem de um time renovado para a Copa América de 2028.

A estratégia para o novo ciclo busca inspiração no sucesso recente da seleção espanhola, que utilizou a base de jogadores campeões olímpicos para conquistar o Mundial. O plano de Ancelotti prevê que a formação para 2028 seja mesclada com os destaques da Olimpíada do mesmo ano, criando assim a estrutura principal para a Copa do Mundo de 2030. "Vamos mapear novos jogadores não para 2030, mas para a Copa América de 2028", reforçou o comandante.

Apesar da ampla renovação, a mudança não será total. O zagueiro Marquinhos foi confirmado como um dos veteranos que permanecerão no projeto para assegurar a continuidade da linha de trabalho. No aspecto tático, Ancelotti indicou que a nova Seleção deverá ser mais vertical, explorando a velocidade e a profundidade de atletas como Endrick, Vinícius Jr. e Estêvão. O treinador justificou essa escolha argumentando que, diferentemente da Espanha, que possui diversos meio-campistas para controle de posse, as características do talento brasileiro pedem um jogo mais direto contra o adversário.

Ao analisar o desempenho recente, o técnico reconheceu erros na estrutura do time durante a partida contra a Noruega, admitindo que a equipe perdeu o controle do jogo após mudanças táticas feitas no segundo tempo. Além dos nomes já consagrados na Europa, Ancelotti garantiu que continuará dando oportunidades a jogadores como Luís Henrique e lamentou as contusões recentes de Militão e Estêvão. O treinador enfatizou ainda que sua motivação permanece alta diante das críticas e que as decisões de convocação seguem critérios técnicos, descartando ter escalado atletas anteriormente apenas por clamor popular.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.