Publicado em 29 de agosto de 2025 às 09:15
A entrevista coletiva de António Oliveira após a derrota do Remo para o Criciúma, na noite desta quinta-feira (28), no Mangueirão, começou em tom tenso. Ao ser questionado sobre o que o time precisa fazer para evoluir, o treinador rebateu de imediato: “mais ainda?”.>
Durante a coletiva, António manteve postura crítica à forma como seu trabalho vem sendo cobrado, insinuando que existe um movimento externo para colocá-lo sob desconfiança. “Isto é uma situação injusta, desproporcional e premeditada, porque não vem só daqui”, afirmou.>
Mesmo sob pressão, o português avaliou que o Remo fez um jogo de “grande qualidade”, embora tenha pecado nas finalizações. Ele destacou as seis chances claras criadas pelo Leão e minimizou a produção do Criciúma, que, segundo ele, só chegou ao gol no pênalti convertido já nos acréscimos.>
“Conseguimos controlar a profundidade do adversário, retiramos tudo que ele tinha para explorar durante 90 e tal minutos, até o lance do pênalti. O único remate na baliza foi o gol. Mas parabéns ao adversário”, disse.>
António também reclamou da marcação da penalidade, mas admitiu que, no futebol, “o que importa é o resultado”. Apesar da frustração, exaltou a postura dos atletas: “Estamos construindo um caminho bonito, estou muito orgulhoso do que meus jogadores fizeram hoje”.>
O treinador ainda pediu cautela e evitou apontar culpados. “As pessoas gostam de apontar culpados, mas temos que ajudar a sociedade a crescer e não incendiar. Foi uma grande exibição do Remo, mas ela não se transformou em gol. Não fomos eficazes hoje”, afirmou.>
Por fim, projetou a reação na próxima rodada: “Agora temos que ir lá em Manaus e fazer o resultado”, concluiu.>
A permanência de António Oliveira, no entanto, está em xeque. Nesta sexta-feira (29), a diretoria do Remo se reúne para decidir o futuro do treinador. A maioria da cúpula defende a demissão, posição também compartilhada pela torcida. O único a sustentar a continuidade do português é o executivo Marcos Braz.>