Campeã olímpica, Tandara anuncia aposentadoria do vôlei aos 37 anos

Campeã olímpica em Londres 2012 se despede das quadras durante cumprimento de suspensão por doping.

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 07:44

Tandara ganhou medalha de ouro com o Brasil nas Olimpíadas de 2012 - 
Tandara ganhou medalha de ouro com o Brasil nas Olimpíadas de 2012 -  Crédito: Redes sociais

Campeã olímpica com a seleção brasileira em Londres 2012, Tandara Caixeta anunciou na noite desta segunda-feira (2) a aposentadoria do vôlei profissional. Aos 37 anos, a ex-oposta encerra a carreira em meio ao cumprimento de uma nova suspensão das quadras, imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD).

O comunicado foi feito por meio das redes sociais, onde Tandara publicou uma imagem vestindo a camisa da seleção brasileira. Na mensagem, a atleta fez um balanço da trajetória no esporte, relembrou conquistas, destacou o orgulho de representar o país e agradeceu treinadores, companheiras de equipe e pessoas que fizeram parte da caminhada no vôlei.

“Depois de anos dedicados a essa modalidade tão intensa e apaixonante, chegou o momento de me despedir das quadras. Foram muitos aprendizados, desafios, emoções e amizades que levarei comigo para sempre. Cada conquista foi fruto do trabalho coletivo, e cada derrota, uma lição”, escreveu a jogadora.

Sobre os próximos passos, Tandara não detalhou planos, mas afirmou estar motivada para novos desafios e aberta a seguir contribuindo com o esporte de outras formas. Ao longo da carreira, além do ouro olímpico, ela conquistou o bronze no Mundial de 2014, três títulos de Grand Prix, a Copa dos Campeões, além do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011.

No cenário nacional, Tandara teve passagens por clubes de destaque da Superliga, como Osasco, Sesc-Flamengo e Minas, sendo uma das principais atacantes do vôlei brasileiro em sua geração.

Atualmente, a ex-atleta cumpre suspensão válida até 6 de julho de 2027. A punição mais recente foi aplicada após a participação no Campeonato Brasileiro de Master, em maio de 2024, quando ela ainda cumpria uma pena anterior de quatro anos por doping. Embora tenha vencido a competição, a atuação resultou em novo gancho por descumprimento da sanção imposta pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

O caso original remonta a 2021, quando Tandara foi afastada de forma preventiva às vésperas das Olimpíadas de Tóquio, ficando fora da campanha que terminou com a medalha de prata do Brasil. O exame que detectou a substância proibida ostarina foi realizado antes do embarque para os Jogos, no dia 7 de julho daquele ano, no Rio de Janeiro. A substância faz parte da classe dos anabolizantes e pode favorecer o ganho de massa muscular.

Na época, Tandara alegou contaminação cruzada e chegou a acionar judicialmente duas farmácias, mas a justificativa não foi aceita pelas autoridades esportivas, diante de inconsistências apontadas durante o processo.