Capitão Marcinho destaca aprendizados do Paysandu na Série C e pede união do elenco na luta pelo acesso

Camisa 10 reconhece erros cometidos durante a primeira fase, cobra mais concentração e afirma que não há mais espaço para vacilos no quadrangular.

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 09:55

Marcinho, meia do Paysandu
Marcinho, meia do Paysandu Crédito: Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

O Paysandu inicia uma nova etapa na caminhada rumo à Série B. Depois de garantir a classificação para o quadrangular decisivo da Série C, o Papão agora terá seis partidas para buscar uma das duas vagas que garantem o acesso. Para o capitão Marcinho, o momento é de deixar os erros da primeira fase para trás, aproveitar os aprendizados e fortalecer a união dentro do elenco.

Em entrevista durante a preparação para a estreia, o camisa 10 avaliou que os 19 jogos disputados na primeira fase serviram para mostrar tanto os pontos positivos quanto os aspectos que ainda precisam ser corrigidos.

“Dá para tirar muitas lições durante esses 19 jogos que nós tivemos, até chegar nessa fase agora, fase decisiva. Dá para tirar bastante lições, bastante coisas que a gente vem cometendo de erro, bastante coisas boas que estamos fazendo durante os jogos também”, afirmou Marcinho.

UNIÃO PARA A DECISÃO

A classificação veio acompanhada de uma derrota por 1 a 0 para o Maringá, no Mangueirão, resultado que deixou parte da torcida insatisfeita. Marcinho, porém, entende que o elenco precisa olhar para frente e manter o grupo unido para a fase decisiva.

O capitão fez questão de defender os companheiros e pediu apoio entre os próprios jogadores neste momento da competição.

“Esse momento é o momento de abraçar todos. Desde lá no começo, se olhar até agora, a maioria está aqui. Tudo que a gente conquistou é com esses mesmos jogadores que estão aqui hoje. Temos que nos abraçar, ajudar, dar apoio”, declarou.

Marcinho também ressaltou que os erros não acontecem por falta de vontade dos jogadores, mas admitiu que o time precisa aumentar o nível de concentração.

“Não entramos dentro de campo para errar gol, passe. Entramos dentro de campo para tentar fazer o nosso melhor. Falta concentração, temos que procurar entrar mais focados, ligados, porque esses jogos não têm chance mais para erro, porque pode custar muito caro para a gente lá na frente”, completou.

GRUPO DESAFIADOR

O Paysandu terminou a primeira fase na sétima colocação e caiu no Grupo B do quadrangular, ao lado de Brusque, Inter de Limeira e Ferroviária. O cenário aumenta a responsabilidade do time bicolor, principalmente porque o Papão não conseguiu vencer nenhum dos três adversários durante a primeira fase.

Marcinho reconheceu a dificuldade da chave e afirmou que o grupo terá de estudar bastante os próximos adversários para evitar que os mesmos problemas se repitam.

“Sabemos que vai ser um jogo muito difícil. São três times que nós não ganhamos, não vencemos no campeonato. Eles nos estudam, e vamos estudar bastante eles durante a semana, para que a gente possa chegar aqui e fazer um jogo muito forte”, explicou.

Na avaliação do capitão, a principal mudança para o quadrangular precisa ser justamente a concentração. Segundo ele, qualquer erro pode representar um prejuízo decisivo na briga pelo acesso.

Para Marcinho, o momento exige máxima atenção e eficiência nas oportunidades criadas.

“Conseguir concluir em gols as chances que temos é o mais importante. É isso que está nos faltando, e bastante concentração”, disse.

Por fim, o camisa 10 resumiu o espírito que, na visão dele, deve acompanhar o Paysandu durante os seis jogos decisivos.

“Esses jogos agora não têm mais volta, ou é matar ou morrer. Então que possamos matar os nossos adversários, para que possamos conseguir esse tão sonhado título, que vai ser muito importante para a carreira de todos e principalmente para o Paysandu".

O Paysandu estreia na segunda fase contra o Brusque, na próxima segunda-feira (7), às 18h, no estádio Mangueirão. o jogo diante do Brusque abre uma sequência de seis partidas que pode definir o futuro do Paysandu na temporada. Depois de uma primeira fase marcada por oscilações, o Papão agora precisa transformar os aprendizados citados por Marcinho em resultados dentro de campo.

Texto por Pedro Moraes.