Carpini explica mudanças na derrota do Remo para o Santos: 'Todos pediram para sair'

Novo técnico azulino fez a estreia diante do Santos e terá 18 dias para preparar o Remo antes do próximo compromisso pela Série A.

Publicado em 20 de setembro de 2026 às 17:38

Carpini estreou com derrota no comando do Leão - 
Carpini estreou com derrota no comando do Leão -  Crédito: Samara Miranda/Remo

A estreia de Thiago Carpini no comando do Remo terminou com mais uma derrota na Série A do Campeonato Brasileiro. O Leão perdeu por 2 a 1 para o Santos, neste sábado (19), no Mangueirão, pela 28ª rodada, e chegou ao oitavo jogo consecutivo sem vencer na competição.

Apesar do resultado, Carpini avaliou de forma positiva o primeiro contato com a equipe em uma partida oficial. O treinador destacou que o duelo serviu para conhecer melhor as características dos jogadores e identificar aspectos que precisam ser trabalhados durante a sequência da temporada.

Segundo o técnico, o Remo conseguiu apresentar uma posse de bola interessante diante do Santos, mas ainda precisa transformar esse domínio em mais oportunidades de gol. Carpini também apontou a necessidade de evolução nos aspectos físico e mental.

“Foi muito importante o jogo de hoje para conhecer de perto os atletas no jogo, nos 90 minutos. (...) Algumas conclusões já ficaram bem claras para mim, de situações que a gente precisa evoluir e, na minha opinião, são em todos os aspectos, o mental, o físico”, explicou.

Para a partida, o treinador precisou lidar com uma série de desfalques. Matheus Felipe, Zé Ivaldo, Mayk, Patrick e Jajá não estavam à disposição. O atacante Jajá, inclusive, é o principal goleador do Remo na temporada.

Carpini reconheceu que as ausências limitaram as alternativas durante a partida, mas evitou utilizar os desfalques como justificativa para o resultado. O treinador ressaltou que o grupo continua acreditando na permanência do clube na elite do futebol brasileiro.

O técnico também explicou as alterações feitas ao longo do segundo tempo. O Remo iniciou a partida com Vitor Bueno atuando como falso 9, enquanto Gabriel Taliari ocupava um espaço mais aberto pelo lado esquerdo. Durante o jogo, porém, Carpini precisou modificar a formação.

De acordo com o treinador, as substituições ocorreram principalmente por questões físicas. Ele afirmou que jogadores como Picco, Zé Ricardo, Vitor Bueno e Galeano solicitaram a saída de campo.

“As modificações todas foram por necessidade, todos eles pediram modificações. O que vocês viram, eu também vi”, afirmou Carpini.

O treinador também explicou que está começando a conhecer o elenco e pretende utilizar os jogadores disponíveis para encontrar as melhores alternativas para a equipe. A intenção é aproveitar o período sem jogos para definir uma formação e aprimorar o modelo de jogo.

Um dos episódios que chamou atenção na reta final foi a expulsão de Gabriel Poveda. O atacante entrou aos 35 minutos do segundo tempo e permaneceu pouco mais de dez minutos em campo. Aos 47, recebeu o segundo cartão amarelo após um desentendimento com Luan Peres, do Santos, e deixou o Remo com um jogador a menos.

Carpini, porém, não responsabilizou Poveda pelo cartão vermelho. O treinador considerou que o atacante não deveria ter sido expulso e afirmou que o critério utilizado pela arbitragem poderia ter sido aplicado em outros momentos da partida.

Apesar da sequência negativa, Carpini afirmou que o Remo ainda não desistiu da luta contra o rebaixamento. O próximo compromisso será novamente no Mangueirão, desta vez contra o Grêmio.

O intervalo até o duelo será de aproximadamente 18 dias. Durante esse período, o treinador terá mais tempo para trabalhar aspectos físicos, técnicos, táticos e mentais com o elenco.

Carpini também destacou que pretende dar continuidade a parte do trabalho desenvolvido por Léo Condé, antecessor no cargo, mas reconheceu que algumas mudanças serão necessárias para implementar suas próprias ideias.

“Nós temos até mais de 17 dias, se eu não me engano. Vamos ter um período bacana, são ajustes que vamos fazer, como eu falo, trocar o pneu com o carro andando”, disse.

O técnico ainda afirmou que os primeiros números físicos observados contra o Santos mostraram uma equipe que correu mais, acelerou as ações e aumentou a intensidade nos duelos. A expectativa é utilizar os dias sem partidas para consolidar essas características antes do confronto com o Grêmio.