CBF avalia reduzir número de rebaixados e acessos no Brasileirão

Tema será debatido com clubes após discussões sobre Fair Play financeiro e arbitragem; proposta pode alterar formato mantido há mais de 20 anos.

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 07:45

CBF avalia mudanças no Brasileirão - 
CBF avalia mudanças no Brasileirão -  Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende colocar em discussão uma possível mudança estrutural no Campeonato Brasileiro, com a redução do número de clubes rebaixados e promovidos entre as Séries A e B. O assunto foi apresentado a dirigentes de clubes da Série B durante reunião realizada nesta quinta-feira e deve ganhar espaço nas próximas agendas da entidade.

A proposta já vinha sendo debatida de forma informal por alguns dirigentes da elite do futebol nacional nos últimos anos. O tema chegou a ser mencionado em reuniões anteriores, ainda na gestão do então presidente Ednaldo Rodrigues. Agora, sob a administração de Samir Xaud, eleito em maio do ano passado, a CBF sinalizou que pretende aprofundar os estudos e discutir o assunto de forma mais concreta com os clubes.

Entre as ideias defendidas por parte dos dirigentes está a redução de quatro para três clubes rebaixados na Série A. Caso a mudança seja aprovada, o acesso da Série B para a elite também passaria a ser de três equipes. Até o momento, não há calendário definido para novas reuniões nem previsão para eventual implementação da mudança.

O formato atual do Brasileirão está em vigor há duas décadas. Em 2003, primeiro ano dos pontos corridos, apenas dois clubes foram rebaixados. A partir de 2004, passou-se a adotar a queda de quatro equipes por temporada. Desde 2006, a Série A é disputada por 20 clubes.

Além do debate sobre rebaixamento e acesso, a CBF também pretende discutir outras pautas que geram divergência entre clubes e torcedores. Entre elas estão o uso de gramado sintético nos estádios brasileiros e a possível redução no limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida. Atualmente, cada equipe pode inscrever até nove atletas estrangeiros por jogo, número que alguns dirigentes defendem reduzir sob o argumento de estimular a formação de jovens jogadores no país.