Clube do Remo completa 121 anos e reforça tradição como gigante do futebol da Amazônia

Fundado em 1905 nas águas da Baía do Guajará, Leão Azul construiu história marcada por títulos, ídolos e pela força do Fenômeno Azul.

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 07:59

Leão tem forte relação com Nossa Senhora de Nazaré - 
Leão tem forte relação com Nossa Senhora de Nazaré -  Crédito: Divulgação/Remo

O Clube do Remo celebra, nesta quinta-feira (5), 121 anos de fundação, consolidado como um dos maiores símbolos esportivos do Pará e da região Norte. Criado em 5 de fevereiro de 1905, inicialmente como Grupo do Remo, o clube surgiu voltado para a prática do remo, esporte praticado às margens da Baía do Guajará, antes de se transformar em uma potência do futebol brasileiro.

O Estatuto Social do clube foi publicado ainda em 1905, consolidando legalmente a existência da instituição. À época, a bandeira azulina já era definida como um retângulo azul-marinho com uma âncora branca ao centro, cercada por 13 estrelas da mesma cor, símbolo que ajudou a construir a identidade do Leão ao longo das décadas.

A história azulina também foi marcada por desafios. Em 1908, o clube enfrentou uma grave crise financeira e administrativa, que resultou na perda da sede e na extinção temporária das atividades. A reorganização aconteceu anos depois e, em 1914, após aprovação em Assembleia Geral, o nome Clube do Remo foi oficialmente adotado, marcando uma nova fase na trajetória da instituição.

Outro marco histórico veio em 1917, com a inauguração do Estádio Evandro Almeida, o Baenão, palco de grandes conquistas e momentos marcantes da história azulina. O estádio leva o nome do atleta e dirigente Evandro de Melo Almeida, figura importante na trajetória do clube.

Dentro de campo, o Remo construiu uma trajetória vencedora. O clube soma 48 títulos do Campeonato Paraense e levantou troféus importantes, como o Torneio Internacional de Caracas, em 1950, o Torneio Norte-Nordeste de 1971, o Campeonato Brasileiro da Série C de 2005 e a Copa Verde de 2021. Em 2004, o Leão conquistou o Parazão de forma invicta.

O clube também coleciona feitos históricos, como a melhor campanha de um time da região Norte na Série A do Campeonato Brasileiro, ao terminar na sétima colocação em 1993, além da semifinal da Copa do Brasil de 1991. Em 2005, o Remo registrou a maior média de público do futebol brasileiro entre todas as divisões, com mais de 30 mil torcedores por partida.

Entre os personagens históricos, o maior artilheiro do clube é Dadinho, com 163 gols marcados. Outro momento marcante foi quando Pelé vestiu a camisa azulina em 1965. O mascote oficial, o Leão Malino, surgiu em 2014 após mobilização da torcida e reforça a identidade do clube com seus torcedores.

A torcida azulina, conhecida como Fenômeno Azul, é considerada uma das mais apaixonadas do país e peça fundamental na construção da grandeza do clube. O Remo também carrega marcas históricas, como o maior tabu do futebol paraense, com 33 vitórias consecutivas sobre o Paysandu entre 1993 e 1997.

Com 121 anos de história, o Clube do Remo mantém viva a tradição iniciada nas águas da Baía do Guajará e segue como um dos maiores patrimônios esportivos da Amazônia, carregando apelidos como Leão Azul, Rei da Amazônia, Filho da Glória e do Triunfo e O Mais Querido, símbolos da sua relação histórica com o torcedor paraense.