Publicado em 5 de maio de 2026 às 18:13
A saída do Palmeiras da Libra adiciona mais um capítulo de tensão nas negociações que envolvem o futuro comercial do futebol nacional, e o movimento impacta diretamente clubes que seguem no bloco, como o Clube do Remo.>
Nesta terça-feira (5), o clube paulista oficializou o rompimento com a Libra e justificou a decisão apontando falta de alinhamento interno. Em nota, o Palmeiras criticou a condução do grupo e afirmou que atitudes individuais comprometeram a construção de um modelo coletivo de gestão.>
O desgaste ganhou força após o Flamengo avançar em um acordo próprio dentro do bloco, especialmente relacionado à divisão das receitas de transmissão. O entendimento firmado com a Globo prevê ganhos adicionais ao clube carioca até 2029, o que ampliou o desconforto entre os demais integrantes.>
Segundo o Palmeiras, a divergência não se limita ao acordo em si, mas à forma como o bloco passou a funcionar. O clube entende que a Libra se afastou da proposta inicial de união e passou a priorizar interesses individuais, o que inviabilizaria um projeto sustentável de liga.>
A situação gera efeito direto nos bastidores do futebol brasileiro. O Remo, que integra a Libra, permanece no grupo em meio a esse cenário de instabilidade e indefinições. A permanência do Leão Azul indica, ao menos por ora, confiança na estrutura do bloco ou cautela diante das incertezas sobre possíveis novos modelos de liga.>
O impasse também expõe um ponto sensível: a divisão das receitas. O modelo atual prevê repartição baseada em três critérios — igualdade, desempenho e audiência. É justamente neste último ponto que surgiram as maiores divergências, com questionamentos sobre a transparência e os critérios de cálculo.>
Mesmo fora da Libra, o Palmeiras deixou claro que não pretende aderir imediatamente a outro grupo, preferindo aguardar os próximos passos da organização do futebol nacional, possivelmente sob mediação da CBF.>