Publicado em 31 de agosto de 2026 às 17:48
O empresário André Cury, responsável pela carreira do atacante David Corrêa, do Vasco, negou qualquer envolvimento do jogador com o crime organizado após uma operação da Polícia Civil realizar buscas na casa do atleta e no CT do clube. Segundo o agente, David prestou esclarecimentos às autoridades nesta quinta-feira e foi liberado para treinar normalmente.>
Cury afirmou que está a caminho do Rio de Janeiro e disse que o jogador não corre risco. Para o empresário, a operação causou uma repercussão desnecessária, já que, segundo ele, David apenas foi chamado para prestar esclarecimentos.>
“Não tem nada, ele já foi treinar. Já esclareceu e foi embora. Não há qualquer risco para ele. David é profissional. Para pedir esclarecimentos não precisava mandar busca e apreensão, fazer toda essa tempestade”, declarou.>
O empresário também afirmou que David tem origem humilde e cresceu na periferia, mas ressaltou que isso não significa qualquer ligação com atividades criminosas. “O cara não fez p... nenhuma”, afirmou Cury.>
A ação faz parte de uma investigação da Polícia Civil do Espírito Santo contra suspeitos de integrar uma organização criminosa com atuação em diferentes estados. Ao todo, quatro pessoas foram presas durante a operação, nenhuma delas ligada ao futebol.>
No Rio de Janeiro, os mandados foram cumpridos com coordenação da 14ª DP (Leblon), apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades da Polícia Civil. Na residência de David, os agentes apreenderam celulares e outros pertences.>
O Vasco informou que está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações.>
Entenda a operação>
A operação reúne forças policiais do Espírito Santo e de outros estados para cumprir medidas judiciais contra suspeitos de envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro.>
As diligências ocorreram em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de endereços no Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.>
A ação mobilizou cerca de 100 policiais e contou com apoio de unidades especializadas. O nome “Operação A Tropa” faz referência à forma como os próprios investigados se referiam ao grupo criminoso.>