Federação Chilena concede autorização especial a Vozinha, após pedido formal do Colo-Colo; entenda

Decisão inédita da ANFP abre um precedente histórico na liga nacional.

Publicado em 5 de agosto de 2026 às 15:24

Goleiro cabo-verdiano Vozinha, recém-contratado pelo Colo-Colo, durante sua apresentção oficial pelo clube.
Goleiro cabo-verdiano Vozinha, recém-contratado pelo Colo-Colo, durante sua apresentção oficial pelo clube. Crédito: Reprodução/Instagram @colocolooficial

O goleiro cabo-verdiano Vozinha, recém-contratado pelo Colo-Colo, recebeu uma autorização especial da Federação Chilena de Futebol (ANFP) para estampar seu apelido no uniforme oficial. A medida abre uma exceção ao regulamento da liga chilena, que determina que os atletas utilizem obrigatoriamente seus nomes de registro, proibindo o uso de alcunhas nas camisas.

A liberação ocorreu após um pedido formal do clube, permitindo que o arqueiro de 40 anos mantenha a identidade pela qual construiu sua carreira. O jogador, cujo nome de registro é Josimar José Évora Dias, destacou que a mudança poderia causar estranheza aos torcedores que o conheceram durante a última Copa do Mundo, onde foi eleito para a seleção do torneio e ajudou Cabo Verde a alcançar as fases eliminatórias.

Durante sua apresentação oficial, Vozinha explicou que recebeu o apelido ainda na infância e, embora não gostasse dele inicialmente, o nome tornou-se uma marca de sua trajetória. Para o atleta, a autorização representa também uma forma de homenagear seus avós, que inspiraram a alcunha. "Quero seguir usando esse nome até o fim da carreira porque ele representa a educação que recebi", declarou o goleiro.

Apesar da projeção internacional alcançada no Mundial, o veterano afirmou que seu foco atual está totalmente voltado ao Colo-Colo, classificando a oportunidade como o ponto mais alto de sua trajetória em clubes. Ao ser questionado sobre a responsabilidade de defender o maior campeão chileno, Vozinha minimizou a cobrança externa com uma frase que repercutiu entre os jornalistas: "Futebol não é pressão. Pressão é estar doente, ver alguém da sua família doente ou não ter o que comer".

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.