inédito: Copa do Brasil chega à semifinal sem nenhum técnico brasileiro

Atlético-MG, Palmeiras, Vasco e Grêmio chegam à reta decisiva da competição comandados por estrangeiros.

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 12:01

Copa do Brasil tem seis times garantidos nas quartas de final -
Copa do Brasil tem seis times garantidos nas quartas de final - Crédito: Nelson Terme/CBF

A Copa do Brasil de 2026 entrou para a história antes mesmo da definição do campeão. Pela primeira vez desde a criação da competição, nenhum dos quatro treinadores das equipes semifinalistas é brasileiro. O feito foi confirmado após o Grêmio garantir a última vaga na noite desta quinta-feira (3).

Os quatro clubes que seguem na briga pelo título são comandados por profissionais estrangeiros. No Atlético-MG, o responsável é o argentino Eduardo Domínguez. O Palmeiras tem o português Abel Ferreira à frente da equipe, enquanto o Vasco é dirigido pelo também português Pedro Emanuel. Já o Grêmio conta com o compatriota Luís Castro.

O cenário representa uma mudança significativa no futebol brasileiro. Durante décadas, os treinadores nacionais dominaram os principais bancos do país e foram presença constante nas fases decisivas da Copa do Brasil. Em 2026, porém, a competição chega às semifinais com uma presença exclusivamente estrangeira entre os comandantes.

QUATRO PAÍSES REPRESENTADOS

A semifinal reúne profissionais de três nacionalidades: Argentina e Portugal. São três portugueses: Abel Ferreira, Pedro Emanuel e Luís Castro e um argentino: Eduardo Domínguez.

Entre eles, Abel Ferreira é o único que já conquistou a Copa do Brasil. O português levantou o troféu pelo Palmeiras e agora tenta repetir o feito em mais uma campanha pelo clube paulista.

Domínguez, por sua vez, levou o Atlético-MG às semifinais, enquanto Pedro Emanuel conduziu o Vasco à mesma fase. O último integrante do quarteto foi definido com a classificação do Grêmio, comandado por Luís Castro.

MUDANÇA NO PERFIL DOS TREINADORES

A presença maciça de estrangeiros nas semifinais reforça uma tendência que vem ganhando espaço no futebol brasileiro nos últimos anos.

Clubes da Série A passaram a apostar cada vez mais em profissionais de outros países, principalmente portugueses e argentinos, em busca de novas metodologias de trabalho, modelos de jogo e experiências adquiridas em diferentes mercados.

A própria temporada de 2026 tem sido marcada pela presença estrangeira no comando de grandes equipes. O fenômeno também ultrapassou os clubes: pela primeira vez na história, a Seleção Brasileira disputou uma Copa do Mundo sob o comando de um técnico estrangeiro, o italiano Carlo Ancelotti.

SEMIFINAIS DEFINIDAS

Com os quatro classificados conhecidos, os confrontos da semifinal da Copa do Brasil estão definidos. Atlético-MG e Grêmio se enfrentam de um lado da chave, enquanto Palmeiras e Vasco disputam a outra vaga na decisão.

As semifinais estão previstas para as semanas de 1º e 8 de novembro, com os jogos de ida e volta. A CBF ainda realizará o sorteio dos mandos de campo e divulgará posteriormente a programação definitiva.

A grande final da Copa do Brasil será realizada em 6 de dezembro, em partida única.

Próximas datas da Copa do Brasil:

Semifinais – ida: semana de 1º de novembro;

Semifinais – volta: semana de 8 de novembro;

Final: 6 de dezembro, em jogo único.

A edição de 2026 da Copa do Brasil conta com uma novidade importante na premiação esportiva. Pela primeira vez, o vice-campeão também terá direito a uma vaga na Conmebol Libertadores.

O clube que terminar a competição na segunda colocação será encaminhado para a fase preliminar da Libertadores. Existe, porém, a possibilidade de essa equipe herdar uma vaga direta na fase de grupos caso o campeão da Copa do Brasil já esteja classificado diretamente para a competição continental por meio do Campeonato Brasileiro.

Dessa forma, independentemente de quem avance para a grande final, a edição de 2026 já terá deixado uma marca inédita: a Copa do Brasil terá uma semifinal sem a presença de sequer um treinador brasileiro.

O feito expõe, dentro de uma das principais competições do calendário nacional, a crescente internacionalização dos comandos técnicos dos grandes clubes brasileiros.

Texto por Pedro Moraes.