Publicado em 9 de maio de 2026 às 14:28
O clima para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada pela primeira vez por três países (EUA, México e Canadá), ganhou uma camada extra de tensão neste sábado (9). A Federação Iraniana de Futebol garantiu que a seleção entrará em campo, mas o anúncio veio acompanhado de um ultimato: Teerã exige dez garantias fundamentais para que sua delegação não sofra retaliações políticas ou barreiras migratórias durante o torneio.>
A preocupação não é por acaso. O pano de fundo envolve o recente veto sofrido pelo presidente da federação, Mehdi Taj, que foi impedido de entrar no Canadá para um congresso da Fifa por supostas ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) grupo que as autoridades canadenses classificam como organização terrorista. Para evitar que estrelas do time, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, passem por constrangimentos semelhantes nos aeroportos, o Irã exige segurança máxima e livre trânsito para todos os seus profissionais.>
A lista de exigências enviada aos organizadores inclui desde o respeito rigoroso aos símbolos nacionais, como hino e bandeira, até uma logística blindada em hotéis e deslocamentos. O recado de Teerã é direto: a vaga foi conquistada "dentro de campo" e nenhuma potência estrangeira tem o direito de interferir no mérito esportivo do país.>
Do outro lado, o governo dos Estados Unidos tenta equilibrar o protocolo. O secretário de Estado, Marco Rubio, sinalizou que os atletas serão bem-vindos, mas deixou uma pulga atrás da orelha ao afirmar que membros com ligações comprovadas à CGRI ainda podem passar pelo crivo rigoroso das autoridades americanas. Enquanto isso, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tenta apagar o incêndio garantindo que o cronograma não muda e as partidas seguem confirmadas em solo norte-americano.>
Com base de treinamento planejada para Tucson, no Arizona, o Irã tem uma caminhada desafiadora pela frente. A estreia está marcada para o dia 15 de junho, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia. Na sequência, a equipe enfrenta a Bélgica (21/06) e o Egito (27/06), em Seattle. Agora, resta saber se a bola vai rolar com tranquilidade ou se o Mundial de 2026 será palco de um dos maiores embates geopolíticos da história do esporte.>