Publicado em 30 de abril de 2026 às 15:23
A delegação do Irã foi a única das 211 associações filiadas a não comparecer ao 76º Congresso da FIFA, realizado nesta quinta-feira (30), em Vancouver, no Canadá. O esvaziamento da representação iraniana ocorreu após o presidente da federação de futebol do país, Mehdi Taj, ter seu visto de entrada negado pelas autoridades canadenses.>
De acordo com agências internacionais, o impedimento de Taj ocorreu devido à sua atuação pretérita na Guarda Revolucionária do Irã. Embora outros dois membros da delegação iraniana tivessem obtido autorização para entrar no país, eles optaram por não participar do evento em solidariedade ao presidente barrado. Durante a abertura do congresso, o secretário-geral da FIFA, Matias Grafstrom, confirmou formalmente a ausência da República Islâmica ao realizar a chamada das nações.>
O incidente realimenta o debate sobre a logística e a segurança para a Copa do Mundo de 2026, uma vez que o Irã está classificado para o torneio e tem jogos previstos para ocorrerem nos Estados Unidos, em cidades como Seattle e Los Angeles. Existe o receio de que as restrições de visto impostas pelo Canadá possam se repetir em solo americano. Recentemente, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sinalizou que, embora os atletas não devam enfrentar problemas, membros da comissão técnica ou dirigentes com ligações com a Guarda Revolucionária podem ter a entrada vetada.>
Apesar do mal-estar diplomático, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, buscou minimizar a polêmica e assegurou a presença da seleção asiática no Mundial. "É claro que o Irã irá participar da Copa de 2026. O Irã irá jogar nos EUA", afirmou o dirigente, reforçando que a responsabilidade do futebol é unir as pessoas acima das divisões políticas. O Irã tem estreia marcada para o dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Seattle.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.>