Jogadora de vôlei morre aos 20 anos após diagnóstico de doença rara

Amanda Mack, atleta universitária dos Estados Unidos, foi diagnosticada com uma forma grave de anemia aplástica após ser internada com níveis críticos de hemoglobina e plaquetas

Publicado em 18 de setembro de 2026 às 13:52

Amanda Mack, atleta universitária dos Estados Unidos, foi diagnosticada com uma forma grave de anemia aplástica após ser internada com níveis críticos de hemoglobina e plaquetas
Amanda Mack, atleta universitária dos Estados Unidos, foi diagnosticada com uma forma grave de anemia aplástica após ser internada com níveis críticos de hemoglobina e plaquetas Crédito: Reprodução 

Na noite desta quarta-feira (16), Amanda Mack, de 20 anos, morreu após enfrentar uma rara doença sanguínea. Jogadora de vôlei universitário nos Estados Unidos, a atleta havia sido diagnosticada semanas antes com uma forma grave de anemia aplástica e passava por tratamento enquanto aguardava um transplante de medula óssea.

Natural de Maryville, no Tennessee, Amanda havia se transferido para o College of the Holy Cross, em Massachusetts, onde continuaria a carreira no vôlei universitário.

A descoberta da doença aconteceu em julho, quando a atleta precisou ser internada após apresentar níveis críticos de hemoglobina e plaquetas. Amanda contou que acordou com uma forte dor de cabeça e desmaiou. Inicialmente, os médicos suspeitaram de leucemia, mas exames e biópsias da medula óssea apontaram para a anemia aplástica.

“Minha hemoglobina estava em 4 e minhas plaquetas em 1. Eu estava em estado crítico. De alguma forma, meu corpo havia esgotado meu suprimento sanguíneo e minha capacidade de coagulação. Fui internada e recebi transfusões de sangue e plaquetas”, relatou a jogadora em julho.

A anemia aplástica é uma condição em que a medula óssea deixa de produzir células do sangue em quantidade suficiente, incluindo glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Segundo Amanda, os médicos acreditavam que uma infecção viral anterior poderia ter desencadeado uma reação do sistema imunológico contra a própria medula óssea.

Durante o tratamento, a atleta passou por duas cirurgias de emergência que, segundo ela, foram fundamentais para salvar sua vida. Amanda também precisava de um transplante de medula óssea e havia encontrado um doador considerado totalmente compatível.

O plano de tratamento incluía sessões de quimioterapia e radioterapia antes do transplante. Depois do procedimento, as células do doador seriam responsáveis por ajudar na reconstrução do sistema imunológico da atleta.

Em 14 de agosto, Amanda informou que havia concluído a terapia imunossupressora e apresentava poucos efeitos adversos. Na ocasião, ela se preparava para voltar para casa e iniciar sessões de fisioterapia.

A morte da jogadora foi comunicada pela família nas redes sociais. “É com imensa tristeza que anunciamos o falecimento de nossa querida filha Amanda Elizabeth Mack em 16/09/2026, às 21h16. Amanda era uma luz brilhante neste mundo e será para sempre amada e lembrada!”, publicou a família.

Antes de chegar ao vôlei universitário, Amanda já havia construído uma trajetória de destaque no esporte. Ela foi a primeira atleta da IMG Academy, na Flórida, a ser escolhida para o time All-American da Under Armour no vôlei, uma seleção que reúne jovens atletas de destaque da modalidade nos Estados Unidos.

A trajetória de Amanda no esporte foi interrompida aos 20 anos, mas sua passagem pelo vôlei universitário e as conquistas durante a formação deixaram uma marca na comunidade esportiva.