Julgamento de Brusque e Paysandu no STJD é adiado após pedido do clube catarinense

Processo envolve denúncias por falhas de segurança, desordem e suposta conduta discriminatória em partida da Série C; nova data ainda não foi definida.

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 10:33

Jogo terminou empatado em 1 a 1 - 
Jogo terminou empatado em 1 a 1 -  Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

O julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que envolve Brusque e Paysandu foi adiado após o clube catarinense solicitar a retirada do processo da pauta. O caso seria analisado pela 5ª Comissão Disciplinar da entidade, mas deverá voltar à apreciação em uma próxima sessão, ainda sem data definida.

A denúncia tem origem nos acontecimentos registrados durante o confronto entre Brusque e Paysandu pela última rodada do quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro, no Estádio Augusto Bauer, em Santa Catarina. A partida precisou ser interrompida aos 47 minutos do primeiro tempo, quando o time paraense vencia por 1 a 0.

A paralisação ocorreu após problemas em uma estrutura da arquibancada destinada à torcida visitante e a identificação de riscos à segurança pelo Corpo de Bombeiros. Também houve um confronto entre torcedores. O jogo foi retomado no dia seguinte, com portões fechados, e terminou empatado em 1 a 1.

O processo no STJD reúne acusações relacionadas à segurança do estádio e à prevenção de tumultos. O Brusque foi denunciado com base nos artigos 211 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam, respectivamente, de problemas na infraestrutura e segurança do local da partida e da falta de medidas para prevenir desordens.

O dirigente do Brusque, Rafael Roncaglio, também foi denunciado com base no artigo 243-G do CBJD, que prevê punição para atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes. A acusação ainda será analisada pela Justiça Desportiva e não representa, por si só, uma condenação.

Além disso, Brusque e Paysandu foram denunciados conjuntamente com fundamento no artigo 176-A do CBJD, referente à responsabilidade solidária pelo pagamento de penas pecuniárias, conforme o enquadramento do processo.

Com o adiamento, as partes terão de aguardar a inclusão do caso em uma nova pauta da 5ª Comissão Disciplinar. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada do julgamento.