Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 11:03
O técnico do Paysandu, Júnior Rocha, analisou de forma positiva o triunfo por 1 a 0 sobre o Capitão Poço, neste domingo (1º), na Curuzu, pela segunda rodada do Campeonato Paraense. O resultado, construído apenas nos minutos finais, garantiu a segunda vitória consecutiva do Papão na competição estadual.>
A vitória foi definida em uma finalização de longa distância de Kleiton Pego, já nos acréscimos do segundo tempo. Segundo o treinador bicolor, a jogada reflete uma orientação clara passada ao elenco: aproveitar as oportunidades para chutar ao gol sempre que houver espaço, mesmo fora da área.>
De acordo com Júnior Rocha, esse tipo de abordagem aumenta as possibilidades de sucesso em partidas equilibradas, seja por desvios defensivos, erros do goleiro adversário ou até pelas condições do gramado. Para ele, insistir nas finalizações faz parte do modelo de jogo que vem sendo implementado no clube.>
"Somos a favor de o atleta finalizar. A orientação é acertar o gol, porque pode ter um desvio, o goleiro falhar ou até o gramado ajudar. Hoje, tivemos a felicidade de pegar bem, como foi com o Kleiton”, afirmou.>
O comandante alviceleste também comentou o momento vivido por Kleiton Pego, autor do gol decisivo. Apesar de ser conhecido pela velocidade e pelos dribles pelos lados do campo, o atacante tem sido cobrado para evoluir no fundamento da finalização — algo que, segundo o treinador, já vem sendo trabalhado nos treinamentos.>
Ao ser questionado sobre o clássico Re-Pa, Júnior Rocha adotou um discurso cauteloso e deixou claro que o Paysandu não antecipa discussões sobre o confronto. O foco, segundo ele, está exclusivamente no próximo compromisso pelo Parazão, contra a Tuna Luso, marcado para quarta-feira (4).>
O treinador ressaltou ainda que o momento da equipe é de adaptação, especialmente por conta da reformulação do elenco e da implementação de uma nova metodologia de trabalho.>
“O nosso foco único é a Tuna. Não quero nem saber de Re-Pa agora. Vamos jogo a jogo, nos adaptando à cidade, à filosofia e à metodologia de trabalho. No início dá vontade até de chorar, porque o atleta precisa entender o modelo. Cada um vem com seus vícios, e queremos que eles não pratiquem os nossos. É doloroso, mas todo ano é assim, ainda mais com elenco novo”, concluiu.>