Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 11:55
O Paysandu foi superado pelo Cametá por 2 a 0, em partida disputada no Parque do Bacurau, e perdeu posições importantes na tabela do Campeonato Paraense. Com o resultado negativo, o Papão caiu para a quinta colocação e acendeu o sinal de atenção dentro da comissão técnica e do elenco alviceleste.>
Após o confronto, o técnico Júnior Rocha avaliou a atuação da equipe e reconheceu que o desempenho ficou abaixo do esperado. Segundo o treinador, o time apresentou dificuldades principalmente na construção das jogadas e acabou recorrendo a um estilo de jogo diferente do trabalhado nos treinamentos.>
"Não estamos acostumados a fazer muitas ligações diretas, tanto jogo vertical. No primeiro tempo deixamos de fazer o que se trabalha, o que se treina. Após o intervalo conseguimos melhorar um pouco, mas vacilamos. O Cametá teve as oportunidades e fez e nós tivemos as nossas e não concluímos", explicou.>
De acordo com o comandante bicolor, o primeiro tempo foi o momento mais crítico da equipe na partida. Apesar de uma leve evolução após o intervalo, o Paysandu voltou a cometer erros defensivos e não conseguiu aproveitar as chances criadas. Enquanto o Cametá foi eficiente nas oportunidades que teve, o Papão não conseguiu transformar suas finalizações em gols.>
"Nós tivemos um primeiro tempo abaixo mesmo, em termo de competitividade, de estar ligado no jogo, mas mesmo assim tivemos oportunidades. Vacilamos nos dois gols, são coisas que estamos corrigindo, o trabalho diário serve pra isso. Estamos em uma reconstrução, queríamos sair com a vitória, mas não posso deixar de exaltar a bravura dos atletas, tivemos oportunidades, mas a bola não entrou, mas não é só isso, falta bastante coisas e estamos longe do ideal”, disse.>
Questionado sobre a possibilidade de poupar atletas em caso de vitória, pensando na última rodada do estadual contra o Santa Rosa, Júnior Rocha foi enfático ao descartar qualquer estratégia de preservação. O treinador destacou que todos os jogadores precisam estar preparados para atuar e reforçou que o foco do clube é sempre o próximo jogo, independentemente do adversário ou momento da competição.>
O técnico também ressaltou que o Paysandu passa por um processo de reformulação e que oscilações são esperadas neste período. Mesmo assim, deixou claro que o nível apresentado ainda está distante do considerado ideal pela comissão técnica. Segundo ele, ainda há aspectos importantes a serem ajustados, principalmente em relação à competitividade, atenção durante a partida e eficiência nas finalizações.>
"Não tem força máxima e nem poupar jogadores. Somos profissionais e eles tem que estarem aptos a jogar. O estímulo do atleta é no jogo e não no treino, não temos que poupar, temos que testar nos treinos e trocando. Sempre o jogo mais importante das nossas vidas é o próximo e conquistar os 3 pontos. Sempre vamos com força máxima, sem poupar jogadores".>
Mesmo com o revés, o treinador fez questão de valorizar a postura dos jogadores durante o confronto, destacando a dedicação do elenco. Ainda assim, reforçou que apenas esforço não é suficiente e que o time precisa evoluir em vários pontos para voltar a brigar pelas primeiras posições do Campeonato Paraense.>